quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Nós não nascemos para ir para o lixo...

(Adaptado Pe Leo)
Hoje queria falar-vos do papel higiénico…alguém dizia que é o objecto mais orgulhoso á face da terra…alguém fez uma pesquisa sobre o papel higiénico…
Vamos a um supermercado e onde encontramos o papel higiénico? Numa ala exclusiva, numa prateleira só dele…empacotado…com 2, 4, 6, 8,12,24 rolos…Quando o colocamos no carrinho das compras, ele tem o seu lugar próprio, ás vezes até o colocamos no compartimento sozinho, porque ele é orgulhoso…Quando vemos alguém a passar com o carrinho o que se vê melhor? O papel higiénico, é como se ele andasse a passear…quando vamos pagar na caixa, nós nem o misturamos com as latas e o resto das compras, na caixa ele passa sozinho, nem o colocamos no mesmo saco. Colocamos as compras no carro, colocamos tudo por baixo e o papel higiénico vai por cima, como se ele fosse superior. Chegamos a casa e o papel higiénico tem um sitio próprio, é o seu cantinho é só dele. Depois chega a hora de ele ir para o seu trono, um trono lindo onde ele vai ficar arrumado, ás vezes prateado outras vezes com acrílico para enfeitar…como é importante o papel higiénico…algum papel até se diz que é perfumado…não se sabe quem picotou o papel higiénico e porque razão só picotaram um pedaço tão pequenino…devia ser maior…mas logo chega o seu grande momento…e depois de usado até temos nojo do nosso próprio papel higiénico e atiramo-lo no lixo…tanto orgulho, tanta importância para acabar no lixo…
Pois precisamos de aprender que na vida, não podemos ser como o papel higiénico…é preciso sabermos que o mundo gosta de nós como nós gostamos do papel higiénico, e no momento em que o mundo não precisa de nós faz exactamente connosco o que nós fizemos com o papel higiénico…querem-nos pôr no lixo…
Nós não nascemos para ir para o lixo…a segunda leitura diz: “ Caríssimo; manifestou-se a graça de Deus…Jesus Cristo que se entregou por nós para nos resgatar de toda a iniquidade e preparar para Si mesmo um povo purificado…” Nós somos este povo purificado…
“Não Temais” - diz o evangelho – “nasceu-vos hoje um Salvador”…nós não nascemos para ir para o lixo…porque somos amados por Deus…por isso devemos é cantar: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados…”
A lição do presépio é grande…Jesus até nasceu numa manjedoura, mas foi grande a sua missão…

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Os padres também vão ser avaliados…



Em tempos de crise, em que tudo anda em crise e em que a crise anda em tudo…a crise chega a todo o lado…
É verdade que os tempos modernos trazem um pouco de tudo á mistura…quando aqui há alguns tempos atrás se dizia que este governo estava a tirar-nos os valores, ninguém acreditava porque afinal até mexeu com coisas importantes…foi a moral nas escolas, depois as cruzes, depois a concordata…enfim…mais será daquilo que se lembrem…e os senhores bispos com sorriso na cara até vão concordando…
Olho com algum entusiasmo para a luta que os professores têm vindo a travar, para trazerem ao de cima os seus direitos…não sei bem de que lado está a razão mas o certo é que não se calam…lutam…esforçam-se por mostrar o seu ponto de vista…
Por outro lado vejo agora o que se passa na Igreja…está a chegar o tempo em que se mostra a simpatia por este governo até porque ao que parece também a Igreja vai adoptar um certo tipo de sistema para avaliar os sacerdotes…não se sabe ao certo qual é o documento nem como é o documento…mas parece que o critério será bastante influenciado pelas contas (euros) a cadeira que os padres em tempo de seminário menos aprofundaram…a matemática e a economia…não sei se será isto tudo com uma finalidade pedagógica…sempre se podem inscrever nalgum curso ad hoc…mas voltando ao assunto em causa…
Os padres serão avaliados mostrando a sua grande qualidade na administração paroquial…concerteza os que derem maiores provas depois poderão “ progredir na carreira” chegarão a grandes Vigários…terão melhores Paróquias…e muito provavelmente aqueles que não mostrarem que são bons administradores…das duas uma…ou lhes tiram as paróquias, ou terão de fazer uma formação especial…Até porque segundo consta será criado um ministério das finanças a nível diocesano…este ministério além de rever e aprovar as contas paroquiais e reter uma percentagem com boa intenção diocesana…irá também rever e aprovar as contas pessoais dos sacerdotes e vão reter um por cento (não se sabe bem do que)…e continuo a dizer olho para a esquerda e vejo o entusiasmo da luta dos professores, olho para a direita e gostava de ver o entusiasmo da luta dos padres…vamos calando e vamos carregando a cruz…unidos á paixão de Cristo…bem não tarda muito vou ter de refazer o curso teológico outra vez…ou então não…sempre posso ser engenheiro e trabalhar na construção do Reino…

sábado, 15 de novembro de 2008

Uma Igreja morta???

Alguém contava, que uma paróquia estava em situação muito difícil, as pessoas zangavam-se com facilidade, familiares que não se falavam, divisões que eram criadas, a catequese andava mal, á Igreja iam cada vez tendo menos pessoas, todos se sentiam desmotivados. Era preciso fazer algo para reverter o caos. Mas ninguém queria assumir nada.
O pároco andava preocupado mas ninguém colaborava com ele. Ninguém se queria chatear…
Um dia, as pessoas deram conta de um folheto que estava em várias vitrinas da paróquia e que dizia: “Faleceu ontem a pessoa que nada fez pela comunidade… antes pelo contrário…ela contribuiu para a queda da comunidade…quem quiser está convidado para o seu velório, amanhã na Igreja pelas 16.00”…
No início, todos se entristeceram, afinal era a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava a prejudicar a paróquia...
No dia seguinte ás 16.00 horas a Igreja estava cheia. O sacerdote começou a cerimónias com a urna fechada, a dada altura disse: “ Quem quiser prestar a sua última homenagem, pode fazê-lo agora ordenadamente e em silêncio”. Todos estavam curiosos…
Um a um, os paroquianos aproximavam-se do caixão, olhavam para dentro do caixão e engoliam em seco, ficando no mais absoluto silêncio como se tivessem sido atingidos no fundo da alma.
Dentro do caixão estava apenas um espelho…cada um via a sua própria imagem...
Pensemos:
Só existe uma pessoa capaz de limitar o seu próprio crescimento: eu mesmo.
Eu sou a única pessoa que pode fazer a revolução da minha vida.
Eu sou a única pessoa que pode prejudicar a minha vida. Eu sou a única pessoa que se pode ajudar a si mesmo.
É dentro do meu coração que encontro a solução. O resto são desculpas.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Nova vida novo desafio…

Pois é…sem querer por vontade própria e ainda sem ter certeza de quem quis…encontro-me do outro lado de uma serra que poderia ter outro nome qualquer, mas pelo seu brilho, por tudo o que ela é deram-lhe o nome de Estrela.
Não sei se foi castigo, não fiz pecado grave, se foi necessidade, se foi apenas uma ideia caída do céu, como qualquer gota de chuva que logo desaparece, a verdade é que fui enviado para outro lado…o lado de cá, para os de cá ou o lado de lá para os de lá…e cá estou eu…o senhor Bispo tinha dito que era um problema grave…mas deve ter-se equivocado porque se ele achava que era tão grave já poderia ter pelo menos perguntado como decorreram as coisas na tomada de posse…ou mostrando algum apreço por este simples padre, que já vi que ele não tem, mas aguento porque o sentimento é recíproco…
Queria apenas partilhar as poucas palavras que usei para com os novos companheiros de caminho…não são minhas, mas quase as conheço de cor…


“Janeiro 12
«O que eu quero principalmente é que vivam felizes».
Não lhes disse talvez estas palavras, mas foi isto o que eu quis dizer. No sumário, pus assim: «Conversa amena com os rapazes». E pedi, mais que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos meus alunos: lealdade. Lealdade para comigo, e lealdade de cada um para cada outro. Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro: lealdade activa, que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos ou a rir só quando temos vontade (e então rir mesmo, porque não é lealdade deixar então de rir) ou a não ajudar falsamente o companheiro.
«Não sou, junto de vós, mais do que um camarada um bocadinho mais velho. Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei ou já esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras. Ensinar, não : falar delas. Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos».
Não acabei sem lhes fazer notar que «a aula é nossa». Que a todos cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez e não corte a palavra ao que está com ela. “
In “ diário – Sebastião da Gama”

sábado, 13 de setembro de 2008

Amar a cruz....

Mesmo em férias não podia deixar de partilhar esta...sinto-a....


Hoje somos convidados a olhar a cruz e mais a aprender a aceitá-la…os cristãos não são aqueles que rejeitam a cruz…os cristãos são aqueles que por acreditarem em Jesus Cristo ganham mais força para aceitar e carregar a cruz da vida.


Alguém contava que o Zé era uma dessas pessoas que fugia sempre que podia das dificuldades. Sempre procurava o caminho mais curto e cómodo. Era mestre em atalhos…( e lá diz o povo quem se mete por atalhos mete-se em trabalhos). Sofrimento era uma palavra que simplesmente não existia no dicionário do Zé. Tudo o que pudesse provocar algum tipo de desconforto era imediatamente colocado em segundo lugar. Coisas como: solidariedade, amor, desinteressado, humildade, perdão...
Um dia Zé morreu... Ao chegar no Céu encontrou São Pedro em frente a uma grande porta com uma imensa cruz de mais ou menos cinco metros. O Zé saudou o São Pedro e perguntou logo: “Qual o caminho mais curto para o céu?”
São Pedro respondeu: " Bem-vindo, Zé! A porta é esta mesma... Entra!"
O Zé entrou e viu uma longa escada, bastante estreita e pedregosa. E perguntou logo, como nos velhos tempos: Não há um caminho mais curto?
São Pedro respondeu com ternura e autoridade: "Não, Zé. O caminho é este. Todos os que entram no céu passam por aqui. E ainda deverás levar esta Cruz até lá. São apenas cinco quilómetros de caminhada."
O Zé olhou para a Cruz e pensou com seus botões: “Eu cá me arrajo. Agradeceu e saiu com sua Cruz em direcção ao Paraíso.
Caminhou um quilometro sem dificuldades. Foi então que viu um serrote esquecido no chão. Olhou ao redor, não viu ninguém e não resistindo a tentação, cortou um metro da Cruz.
Continuou o seu caminho mas levou o serrote. Mais um quilometro ... mais um metro cortado. Mais um quilometro ... cortou outro metro.
Quando faltava apenas cem metros para chegar no Céu só havia mais um metro da Cruz. E lá ia o Zé carregando a cruz sem dificuldade, como sempre fez durante toda sua vida. Foi então que aconteceu o inesperado. Para chegar até o Céu, seria necessário atravessar um precipício. A distância até a outra margem é de cinco metros. O Zé podia ver apenas um fogo intenso no fundo do precipício. Faltou coragem... ele não seria capaz de saltar tão longe. Desanimado, sentou-se. Lembrou-se então da oração do Anjo da Guarda que aprendera com sua avó.
Começou a rezar... e logo o Anjo da Guarda apareceu e perguntou: “ Olá Zé... de que é que estás á espera? A festa é lá no Céu !Porque é que estás aqui sentado?”
O Zé respondeu: “Cheguei até aqui, mas tenho medo do precipício.” O Anjo, então, exclamou: “ Ora, Zé usa a ponte!” –“ Que ponte?”... perguntou o Zé. E o Anjo respondeu: “Aquela que São Pedro te deu lá na entrada! A cruz, Zé?
E, Zé compreendendo o seu grande erro respondeu tristemente ao Anjo:
-“ Eu cortei!”…

Também nós ás vezes temos a tentação de cortar a nossa cruz para nos pesar menos…por isso precisamos de pedir a J.C. força e coragem não para evitar o peso da cruz mas para a sabermos abraçar e aceitar como nossa…afinal a cruz não é sinal de morte…é sinal de morte e Ressurreição…

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Até logo...

Aqui há cerca de sete anos, na tomada de posse, eu dizia-vos:
O poeta afirma : “ Deus quer, o homem sonha, a obra nasce...!”
-Deus quer que todos os homens se salvem, que um dia todos possam estar na Sua presença, por isso nos diz :” Vinde a Mim!”- é que ninguém pode ser salvo sem ser por Deus e para tal enviou-nos Jesus Cristo.
-O homem sonha com a salvação...
O homem vive e idealiza as suas metas e os seus ideais, esses ideais ajudam a dar verdadeiro sentido à vida, à salvação...
-A obra nasce
A obra que surgirá é o fruto da vontade de Deus com os ideais do homem, se nós quisermos a vontade de Deus...
Deus assim quer, que o homem não tenha medo de sonhar e a obra surgirá...
Hoje ao terminar este ciclo de sete anos convosco quero contar-vos a história que mais me marcou e a primeira que contei, por que me ajudou a ver que Deus quer sempre…sonhar é essencial e a obra que irá surgir não é a nossa mas a de Jesus Cristo. Somos convidados a descobrir cada vez mais aquilo que é essencial para a nossa caminhada, aquilo que é mais importante.

Alguém contava que Um dia, um dos maiores professores da Universidade, candidato ao Prémio Nobel da Paz, famoso em todo o mundo, chegou às margens de um lago. Pediu ao pescador que o levasse a dar um passeio na sua barca. O homem aceitou. E quando já estavam longe das margens do lago, o sábio professor começou a interrogar o pescador:
-Sabes História ?
-Não, História não sei.
-Então um quarto da tua vida está perdido.
E o pescador continuava a remar para passear o professor. O professor pergunta:
-Sabes Matemática ?
-Não, Matemática também não sei.
-Então dois quartos da tua vida estão perdidos.
E o pescador ia continuando a remar...
-Sabes Ciências ?
-Não, também não sei.
-Então três quartos da tua vida estão perdidos.
Já em alto mar, levantou-se uma tempestade. O barco começou a baloiçar. Um vendaval muito forte. Gritando, o pescador perguntou ao professor:
-Sabe nadar ?
-Não.
-Então, toda a sua vida está perdida.”

É um dever nosso e uma obrigação de todos, tentar descobrir o que é essencial e o mais importante só pode ser J.C.


Obrigado pelo que me ensinaram...parto muito mais rico...

P.S. Meus amigos estas coisas são coisas da vida...o facto de ter de partir faz parte e que a minha partida seja para que outros sejam ainda mais felizes...alguém dizia:" Se tens de partir, parte e não olhes para trás. Porque podes ver os amigos a chorar, e vais querer ficar; e podes ver os inimogos a sorrir e ficas envergonhado."
"Parto sem saber
Sem saber se sou capaz
Deixo tudo para trás
E vou p'ra longe..."

...e para ja este cantinho encerra aqui também um ciclo...Despedida? Não sei...para já é um até logo...

domingo, 24 de agosto de 2008

" E tu quem dizes que Eu Sou?"

A nossa fé tem altos e baixos… tal como a fé de Pedro. Será que, mesmo com estes altos e baixos, procuramos gerir bem esse tesouro precioso que o Pai coloca sob nossa administração, aumentando-o e colocando-o à disposição dos irmãos que, o mesmo é dizer, fazendo-o voltar ao Pai, de quem são todas as coisas (ver 2.ª leitura)?
Na verdade nós deveríamos ser verdadeiros administradores dos bens concedidos por Deus…melhor deveríamos ser especialistas na gestão das competências de cada baptizado…e o especialista é aquele que é conhecedor, perito…
Perante a pergunta de Jesus, nós não devemos responder com palavras dos outros, mas como quem realmente é entendido…


Alguém contava que um dia um barco que transportava uma carga muito importante ia em alto mar quando o motor parou. Uma viagem de alta prioridade, rodeada de tantos cuidados. Imediatamente, o comandante mandou chamar o técnico do porto mais próximo. Trabalhou durante uma semana, sem resultados. Chamaram o melhor engenheiro naval do país mais próximo. O engenheiro naval trabalhou três dias inteiros, sem descanso, e nada. O navio continuava enguiçado. A empresa de navegação chamou então o maior especialista do mundo em construção daquele tipo de motor. Ele chegou, olhou pormenorizadamente a casa de máquinas, ouviu o barulho do vapor, apalpou os tubos e, abriu a sua pasta, tirou um pequeno martelo, deu uma martelada numa válvula vermelha que estava meio solta e guardou o martelo na pasta. Mandou por o motor a trabalhar e tudo funcionou normalmente.
Chegaram as contas ao escritório da empresa de navegação. Por uma semana de trabalho, o técnico cobrou 700 euros, 100 por dia. O engenheiro naval, por três dias de trabalho, cobrou 900 euros, 300 por dia. E o especialista, por sua vez, cobrou 10 mil euros pelo serviço.
A direcção da empresa naval achou que era um exagero e pediu uma factura detalhada.
O especialista enviou para a empresa os custos discriminados, da seguinte forma: - Para dar a martelada: 1 euro. - Para saber onde bater com o martelo: 9.999 euros.

A verdade é que nós ás vezes somos apenas meros administradores…e o que importante não é apenas o receber o baptismo, porque podemos receber o baptismo e responder mal á pergunta colocada por Jesus…
O importante e o grande desafio para todos é o sabermos assumir o baptismo e os seus compromissos…e respondermos como quem é realmente entendido na matéria: “ E tu quem dizes que Eu Sou???

domingo, 17 de agosto de 2008

Todos importantes...para a Salvação...

O convite que Deus nos faz é que vejamos em cada pessoa um irmão, independentemente das diferenças de cor da pele, de nacionalidade, de língua ou de valores.
Ás vezes nós, julgamo-nos únicos e ninguém é melhor do que nós…descriminamos com facilidade os outros, não deixamos que os outros façam aquilo que fazemos porque eles não sabem fazer como nós e podemos ficar mal vistos…


Alguém contava que um senhor doutor, um homem entendido em diversas matérias era muito convidado para discursar, em muitos locais. O seu condutor particular acompanhava-o sempre. Escutava-o a ler e reler as suas conferências na viagem, escutava sempre as suas conferências no fundo da sala.
Até que no final de uma conferência, na viagem de regresso, disse: “ Senhor doutor, um dia destes, eu já podia fazer a conferência tal e qual como o senhor a faz. Eu já sei o que o senhor diz de cor e salteado.” O doutor só respondia é claro é muito fácil. Um dia destes trocamos de lugar…” Mas ficava sempre a pensar mal do seu condutor…Mas é claro vinha a nova conferência o condutor ouvia o doutor a ler e reler e assistia no fundo da sala, mas nunca o doutor deixaria o condutor fazer a conferência…mas o condutor insistia (como a mulher do evangelho, a cananeia) …no fim de cada conferência o condutor insistia sempre…o doutor sempre com medo mas para o calar lá ia sempre dizendo que sim…
Um dia o condutor insistiu antes da conferência e o doutor sem papas na língua concordou e disse: “ Para o carro e passa para aqui…troquemos de gravata…hoje és tu quem irá fazer esta conferência.”
Para espanto do doutor que assistia no fundo da sala à conferência, o condutor até se estava a sair muito bem…mas terminou a conferência e veio a parte mais difícil…as perguntas.
Alguém coloca uma pergunta muito complicada ao que o condutor diz: “ Meus amigos, essa pergunta que me colocam é tão fácil que até o meu condutor que se encontra no fundo desta sala sabe responder…

A Palavra de Deus hoje mostra-nos exactamente isto, a salvação de Deus é aberta a todos os povos, por isso também a Igreja se deve abrir cada vez mais a todos…somos todos importantes e ninguém é insubstituível…como o condutor que provou ser tão esperto como o doutor…

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Fazei o que Ele vos disser...

Maria caminha connosco, e nesta caminhada ela vai dizendo: “Fazei o que Ele vos disser”. Será que prestamos atenção ás suas palavras?

Alguém contava que um dia o mestre e o discípulo caminhavam por uma calçada em que as pedras eram irregulares. O mestre ia sempre a dizer: “ Vê onde pões os pés”. Mas o discípulo distraído ás duas por três lá tropeçava noutra pedra que estava mais alta que as outras. Chegaram ao fim da aldeia e iniciam o caminho de regresso. O discípulo de vez em quando olhava as pessoas com que se cruzava, os pássaros que passavam lá tropeçava outra vez.
Quando chegam a casa o discípulo diz ao mestre: “ Mestre hoje o senhor não me ensinou nada”
- Ensinei sim, - responde o mestre - Tentei ensinar que no caminho da vida não se pode caminhar distraído. Mas tu nunca fizeste o que eu te disse. Já reparaste que no caminho de ida e volta caíste exactamente nos mesmos lugares e não me ouviste a dizer: Vê onde pões os pés.”

Também na nossa vida ás vezes tropeçamos: no trabalho, no relacionamento de uns com os outros, na família, na vida do dia-a-dia…
Nós até podemos pedir a Maria que interceda por nós. Mas quando ela nos diz: “ Fazei o que Ele vos disser”…
Será que nós fazemos mesmo? Ou não damos atenção e distraímo-nos com tantas coisas…
Façamos votos para rezarmos por Maria, como Maria e com Maria e perguntemos no nosso intimo: “ O que é que Ele neste momento me está a querer dizer?”

domingo, 10 de agosto de 2008

No medo...salva-me Senhor...

Se nós pensarmos bem, é verdade que na vida temos muito medo…medo que vivemos de tantas e diversas maneiras: medo do escuro, medo de arriscar, medo de errar, medo de dizer a verdade para não magoar, medo até de comunicar, de falar, dialogar…


Alguém contava que um casal, depois de uma violenta discussão, ambos deixaram de falar um com o outro. Passaram a ter medo de dizer o que sentiam e pensavam…Só o faziam através de bilhetinhos, sempre que necessário. Mas este silêncio tornava-se cada vez mais enervante.
Então o marido pensou uma estratégia para acabar com essa situação tão desagradável. Inventou uma viagem e ao deitar-se pôs num bilhete na mesa de cabeceira da sua esposa:
«Amanhã vou viajar para longe. Numa viagem de negócios importante, acorda-me, por favor, às cinco horas da manhã». Nervoso como estava, teve dificuldade em adormecer. Quando acordou, já era dia e o relógio marcava oito horas. Esfregou os olhos e olhou para a sua mesa de cabeceira.
Encontrou lá um bilhete que dizia: «São cinco horas. Levanta-te!» Ele soltou uma grande gargalhada e a esposa, ao seu lado, também.
E tudo voltou à normalidade.

Ás vezes nós na vida também parece que temos medo de falar, de comunicar…podemos ter medo de muitas coisas mas a comunicação é que faz com que nós sejamos mais pessoa, porque comunicamos o que sentimos, pensamos…
É engraçado como Deus Se comunica através da brisa suave…é engraçado como Pedro apesar dos medos todos, sente que há ainda uma esperança e por isso grita, fala: “ Salva-me Senhor”…Como Pedro também nós devíamos ter esta coragem, de falar, de gritar de comunicar com Deus…nem que seja apenas a dizer-lhe: “ Salva-me Senhor”…

domingo, 3 de agosto de 2008

Imitar J.C nas pequenas coisas...

É evidente que Jesus não nos pede que o façamos na mesma dimensão como Ele fez exactamente, mas pede que no nosso dia-a-dia, no trabalho, em casa, com os amigos, com aqueles que encontramos, sejamos capazes de nos pequenos gestos, nas pequenas coisas, mostrarmos que somos verdadeiros seguidores Seus.
Podemos não conseguir alimentar uma multidão, mas se estivermos atentos a um pobre que nos pede algo ele ficará tão saciado como a multidão pelo nosso gesto simples e pequeno. Podemos não conseguir ser tão atenciosos como Jesus quando estamos “em baixo”, mas podemos esforçar-nos para moderar a forma como tratamos os outros.
Assim abriremos portas à Palavra, para que outros passem também a imitar Jesus.

Alguém contava que um dia o mestre disse a um discípulo: “ Hoje vamos á aldeia e é lá que eu vou ensinar a lição sobre a coisa mais importante da vida”. E lá foram discípulo e mestre pela aldeia…
Á entrada da aldeia, o mestre vê um pedinte e deixa-lhe uma pequena moeda dizendo: “ Sei que não é muito mas não tenho mais”. E o pedinte agradece o pouco que recebe. Mais á frente, o mestre encontra umas crianças e brinca com elas durante um bom pedaço de tempo, até que o discípulo diz: “ Mestre não estamos a perder tempo?” E o mestre sem dizer nada coloca-se a caminho com o discípulo…Logo a seguir o mestre encontra umas senhoras e conversa com elas…falam…falam…até o discípulo interrompe novamente e diz: “ Mestre, temos uma lição para dar esqueceu-se?”
Então o mestre diz para o discípulo: “ Estás muito distraído…desde que entrámos na aldeia não tenho feito outra coisa senão explicar-te o que é mais importante na vida…A mais longa caminhada só é possível passo a passo... O mais belo livro do mundo foi escrito letra por letra... Os milénios sucedem-se, segundo a segundo... ... Assim também o mundo de paz, de harmonia e de amor com que tanto sonhamos, só será construído a partir de pequenos gestos de compreensão, solidariedade, respeito, ternura, fraternidade, benevolência, indulgência e perdão, dia a dia...
E o discípulo entendeu a lição…

Também nós precisamos de a aprender…podemos não fazer coisas muito importantes, mas queremos estar atento a cada minuto de vida…podemos não fazer coisas que aos olhos dos outros serão importantíssimas, mas podemos a cada instante mostrar a quem encontramos o que é mais importante…
Por isso Jesus disse aos discípulos: “ Não precisam de ir embora…” “ Dai-lhes vós de comer…” Como que a dizer: “ Olhai bem á vossa volta e esforçai-vos por fazer o que está ao vosso alcance…isso é que é muito importante.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Os padres e as chouriças...capitulo terceiro...









Há algum tempo atrás, sem querer encontrei numa gaveta duas chouriças dentro de um saco…bem aquilo já não eram chouriças nem nada… nem o gato as quis cheirar…depois fui ver umas que tinha mas que estavam dentro de um pacote e reparei que estavam boas…e lembrei-me e isto fez-me pensar…
Ás vezes nós somos mesmo como as chouriças…se nos metem na gaveta e se esquecem de nós, como nos abanamos muito ficamos “rançosos” e acabamos como as chouriças, por outro lado se estivermos dentro de um pacote com marca registada e dentro da validade e tudo duramos mais tempo sem chegarmos ao ponto do “ranço”…
É verdade que nem sempre se devem juntar duas chouriças, porque elas pegam o ranço umas ás outras…e no mesmo pacote, o melhor é colocar uma só…porque pode haver chouriças que dão cabo do pacote…a questão é só de haver muitos pacotes…
Há claro e depois temos de saber que algumas chouriças são inocentes…faz lembrar aquele senhor de óculos (com lentes do fundo de uma garrafa…daquelas garrafas verdes e espessas), ele estava a contar com o ovo no cú da galinha…esperou…esperou…preparou até o terreno onde a galinha iria pôr o ovo, mas só depois de tanto esperar, de tanto esperar e o ovo nunca mais aparecia, é que ele foi meter o dedo no cú da galinha para facilitar a operação, e não é que descobre que a galinha era um galo (Há q’galo…) Assim também algumas chouriças inocentes, têm cheiro a ranço, a gente olha para elas e vê o ranço, mas não elas estão inocentes não têm nada a ver com o ranço…afinal o problema deve ser do pacote…sim porque hoje em dia há pacotes para tudo…por isso é que o outro diz: “ Epá! Tem cuidado com a prateleira se não ainda estragas o pacote!”…
A mim também me querem meter num pacote…não sei se é pelo cheiro a ranço…ou se foi alguma chouriça inocente…mas de uma coisa podem ter certeza…o meu pacote vai ficar intacto…agora sei de outros que já lhe comeram o pacote a chouriça e tudo.
Os padres e as chouriças são parecidos…as chouriças que vêm no pacote duram mais tempo…e os padres acabam sempre empacotados…mas afinal, porque o pacote? Sera que ainda vamos parar ao festival das chouriças, na Feira Gastronomica da Camara Municipal??? Ai o pacote....Ou será que o pacote já vem com defeito de fabrico??? Se calhar era bom que a ASAE ( se é que tb deveria haver uma Asae para isto, tipo Autoridade Só de Associados Eclesi...)fosse ver bem como é que estes pacotes são feitos e quem é a entidade que os fabrica. Podia ser que esta autoridade ainda obrigasse a que a entidade tivesse auxiliar, porque tantos pacotes só pra um é obra...

domingo, 27 de julho de 2008

A sabedoria...

O desafio lançado para nós pela Palavra de Deus, parece ser simples, mas é bastante exigente; na oração devemos saber o que pedir e este é um grande desafio…“Pede o que quiseres…” Se a mesma questão nos fosse posta hoje, qual seria a nossa resposta? Por que tesouro estamos dispostos a sacrificar tudo? O que eu pediria? Poder? Riqueza? Vingança?...“Um coração que escute e saiba discernir o essencial do acessório!” Na vida saberemos olhar a oração de Salomão?

Alguém contava que um dia o mestre regressava com o discípulo a casa e encontram um homem ferido que gemia, atrás de um arbusto. O homem estava pálido e sangrava. Tinha sido ferido e já estava quase inconsciente. Com dificuldade, conseguiram carrega-lo para casa, onde trataram do ferimento.
Uma semana depois, já restabelecido, o homem contou que tinha sido assaltado e que ao reagir fora ferido por uma faca. Disse que conhecia seu agressor, e que não descansaria enquanto não se vingasse. Disposto a partir, o homem disse ao mestre:
- Senhor, agradeço-lhe muito por me ter salvo. Tenho de partir e levo comigo a gratidão pela sua bondade. Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti.
O mestre olhou fixo para o homem e disse:
- Vá e faça o que deseja. Entretanto, devo informá-lo de que você me deve mil euros, como pagamento pelo tratamento que lhe fiz.
O homem ficou assustado e disse:
- Senhor, é muito dinheiro. Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor!
- Se não podes pagar pelo bem que recebestes, com que direito queres cobrar o mal que te fizeram?
O homem ficou confuso e o mestre concluiu:
- Antes de cobrares alguma coisa, procura saber quanto deves. Não faças cobranças pelas coisas ruins que te acontecem na vida, pois a vida pode cobrar tudo que tu deves. E com certeza vais pagar muito mais caro.
Também nós na vida devemos ter a humildade de pedir sabedoria, mas a sabedoria que nos ensina a agradecer pelo bem que recebemos e não a cobrar pelo mal que nos fazem…

domingo, 20 de julho de 2008

O trigo e o joio...

A conclusão que a Palavra de Deus nos faz chegar é esta: Somos demasiado rápidos a julgar os outros. E pensamos sempre que os nossos julgamentos são os mais acertados e os mais correctos. Esquecemo-nos, no entanto, que a nossa intensa vontade de arrancar o joio dos outros acaba por arrancar também o trigo que eles também têm em si. O nosso julgamento, mais que bem sustentado, deve ser humano, pois sendo humano torna-se mais clemente, mais compassivo, mais à semelhança do julgamento que Deus faz de cada um de nós.


Alguém contava que numa aldeia havia um velhinho que tinha um cavalo branco. Muita gente já lhe tinha oferecido grandes quantias de dinheiro pelo cavalo, mas o velhinho dizia: “ Este cavalo para mim é uma pessoa, uma companhia, um amigo…e eu não posso vender um amigo.”
Um dia descobre que o cavalo não estava na loja. Muita gente da aldeia reuniu-se e trataram mal o velhinho: “ Seu velho estúpido…não quiseste vender o cavalo…agora ficaste sem dinheiro e sem cavalo…Toda a gente sabia que um dia alguém te roubaria o cavalo”.
O velho disse: “ Calma…nada de fazer julgamento nenhum, o que sabemos é que o cavalo não está na loja e pode ser mau ou pode ser bom…não julgar…quem sabe o que vem a seguir”.
As pessoas riram do velho. Elas diziam sempre que ele era um louco. Mas, quinze dias depois, numa noite, o cavalo voltou. Ele não tinha sido roubado, ele tinha fugido para a floresta. E para espanto de todos, ele trouxe uma dúzia de cavalos selvagens consigo. Novamente, as pessoas reuniram-se e disseram: "Velho, você estava certo. Não era mau, foi até muito bom.”
O velho disse:"Calma…nada de fazer julgamento nenhum. Digam que o cavalo está de volta... quem sabe se é bom se é mau? Não julgar…quem sabe o que vem a seguir…”
Desta vez, as pessoas não podiam dizer muito, mas interiormente sabiam que ele estava errado. Doze lindos cavalos tinham vindo...O velho tinha um único filho, que começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um cavalo e fracturou as pernas. As pessoas reuniram-se e disseram:" Velho tinhas razão novamente. Foi uma desgraça. O teu único filho perdeu as pernas, e na sua velhice ele era seu único amparo. Agora você está mais pobre do que nunca."
O velho disse:" Calma vocês já estão a julgar. Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fracturou as pernas, quem sabe se é bom se é mau? Não julgar…quem sabe o que vem a seguir”.
Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra, e todos os jovens da aldeia foram forçados a alistar-se.
Só o filho do velho foi deixado para trás, pois recuperava-se das fracturas. A cidade inteira chorava, lamentando-se porque aquela era uma luta perdida e sabiam que a maior parte dos jovens jamais voltaria.
As pessoas reuniram-se junto do velho e disseram: "Você tinha razão, velho afinal foi bom o seu filho ter partido as pernas. Ele pode estar aleijado, mas ainda está consigo. Os nossos filhos foram-se para sempre."
O velho disse: "Vós ainda não aprendeste a lição, continuais a julgar. Ninguém sabe! Digam apenas que os vossos filhos foram forçados a entrar para o exército e que meu filho não foi. Mas só Deus sabe se isso é bom ou se é mau. Não julgar…quem sabe o que vem a seguir ".

Na vida é um pouco assim, nós nunca chegamos á Meta…mas podemos ir alcançando pequenas metas…Um caminho termina e outro começa: uma porta fecha-se, outra abre-se. Por isso mais do que julgarmos vamos deixar crescer o trigo e o joio e aprender depois a separá-lo…afinal o velho tinha sempre razão...não devemos fazer julgamentos…ninguém sabe o que vem a seguir…só Deus
Aqueles que não julgam e são capazes de viver o momento presente e de nele crescer... esses são capazes de caminhar com Deus.

sábado, 12 de julho de 2008

Saiu a semear...


Na certeza de que Deus não irá faltar com o sol e com a chuva para que a sua semente dê fruto, devemos viver na caridade para com o próximo, pois a sementeira é uma dinâmica contínua do Amor vivido na caridade, de forma a que quem é tocado pela semente é também ele próprio semente.
Precisamos de sentir esta realidade: a sementeira será boa se for semeada na dinâmica do amor, da partilha…não podemos querer semear para termos a melhor semente…semeamos em conjunto com os irmãos e a melhor semente é a de todos…

Alguém contava que havia um agricultor que ano após ano ganhava sempre o troféu de ter o milho melhor da zona, na Feira de Agricultura da Câmara Municipal.
Entrava com o seu milho na feira e saía sempre com a faixa de premiado ao peito. E o seu milho era cada vez melhor.
Numa dessas ocasiões, um repórter de jornal, abordou-o e ficou intrigado com a informação que o agricultor lhe deu sobre a melhor maneira de cultivar o milho. O repórter descobriu que o agricultor partilhava a semente do seu milho gigante com os vizinhos.
"Como pode o Senhor dispor-se a partilhar sua melhor semente com seus vizinhos quando eles estão a competir com o seu em cada ano?" – perguntou o repórter.
O agricultor pensou, e respondeu:
" O senhor não sabe? O vento apanha o pólen do milho maduro e leva-o através do vento de campo para campo. Se os meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização vai estragar a qualidade do meu milho. Se eu quiser cultivar milho bom, eu tenho de ajudar os meus vizinhos a cultivarem milho bom".
O milho dele não poderia melhorar se o milho do vizinho também não tivesse a qualidade melhorada.
Assim é também em outras dimensões da nossa vida.
Aqueles que escolhem estar em paz devem fazer com que seus vizinhos estejam em paz.
Aqueles que querem viver bem têm de ajudar os outros para que vivam bem.
E aqueles que querem ser felizes têm de ajudar os outros a encontrar a felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos.
Por isso Jesus Cristo vem dizer-nos que a semente é a Palavra de Deus que nós precisamos de cultivar, não a podemos deixar cair em terreno baldio…precisamos de aprender a ser cada vez mais um terreno cultivadio, onde a Palavra vai frutificar…
Façamos votos de não deixamos abafar esta Palavra que é semente e procuremos ajudar os vizinhos a cultivarem cada vez mais o melhor milho.

domingo, 6 de julho de 2008

Sou manso e humilde de coração...

Jesus diz: “…aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração…” escutai-Me, acreditai em Mim, porque Eu estou do vosso la¬do, sou alguém como vós, também Eu sou pobre e rejeitado!
Todos nós temos muitas vezes pretensões de sermos os maiores, os mais importantes, por isso Jesus ensina a virtude da humildade; o povo diz:” Quanto mais subires maior é a queda”. Precisamos de perguntar: Até que ponto somos capazes de ser humildes? Alguém dizia: “ Mesmo que sejas plantado em alto sucalco permanece aquilo que és.”

Alguém contava que numa escola de enfermagem, no segundo semestre, um professor apresentou um exame aos alunos. O melhor aluno da turma respondeu rápido a todas as questões até chegar a última que era: "Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?" Sinceramente, isso parecia uma piada. Ele já tinha visto a tal mulher várias vezes. Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas sabia lá o primeiro nome dela? Entregou o exame e deixou essa questão em branco e um pouco antes da aula terminar, um outro aluno perguntou se a ultima pergunta do exame ia contar para a nota.
"É claro!", respondeu o professor. "Na tua vida, encontrarás muitas pessoas. Todas têm o seu grau de importância. Elas merecem a tua atenção mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples 'olá' ".
Ele nunca mais esqueceu essa lição e até aprendeu o primeiro e segundo nome dela era Maria Luísa.
Ás vezes somos demasiado importantes e como diz um provérbio africano:” Um burro fica sempre burro, mesmo se lhe põem uma sela de ouro”.
Por isso queiramos aprender com Jesus que é manso e humilde de coração…

sexta-feira, 27 de junho de 2008

TU ÉS O MESSIAS, O FILHO DE DEUS VIVO...


A pessoa de Jesus deixa-nos inquietos. E essa inquietação associada à inquietação e confusão provocada pelas coisas do mundo e pelas partidas que a vida por vezes nos prega fragiliza a nossa fé em Jesus, o Cristo.
Ás vezes deixamos de ver, como se a nossa visão ficasse enublada, andamos inquietos, confusos e não temos nem a capacidade nem a coragem de Pedro…não vemos o que é óbvio, vemos tudo, se calhar menos o que deveríamos ver…

Alguém contava (http://www.viacristo.blogspot.com/) que um dia Sherlock Holmes e o amigo Dr. Watson foram acampar. Montaram a tenda e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho, deitaram-se para dormir. Algumas horas depois, Holmes acorda e diz para o amigo:
- Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê...
Watson responde:
- Vejo milhares e milhares de estrelas...
Holmes, pergunta:
- E o que significa? Watson pensa, depois diz:
- Significa muitas coisas: que há milhares e milhares de galáxias e biliões de planetas; observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte; penso que serão umas 3h15, pela altura em que se encontra a Estrela Polar; concluo que Deus é todo-poderoso e nós somos pequenos e insignificantes; e com o céu estrelado significa que amanha estará um lindo dia. Correcto?
Holmes fica em silêncio e diz:
- Watson, seu idiota! Significa que alguém nos roubou a tenda!!!

Às vezes nós somos assim…distraímo-nos com tantas coisas e não vemos o que é tão fácil de ver…
Perante a pergunta: “ Quem dizem os homens que é o filho do homem? Podemos responder com uma série de opiniões, respostas muito diferentes…mas quando Jesus desce ao concreto e pergunta: “ E vós, quem dizeis que Eu sou?”
E quando Ele pergunta:" E tu quem dizes que Eu sou?" Aqui não podemos responder com rodeios, e mesmo nos momentos de dificuldade, de confusão, de distracção, queremos dizer de coração com fé:
“ TU ÉS O MESSIAS, O FILHO DE DEUS VIVO.”

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Não tenhais medo...

Quem nunca sentiu medo??? Quem nunca se sentiu reduzido a nada??? Quem nunca sentiu que era um zero á esquerda???
Nós sabemos que vivemos todos numa dita sociedade de consumo, de concorrência, em que muitas vezes para subir somos capazes de fazer tudo, até de esmagar os outros…o importante é a nossa atitude para nos sentirmos os maiores, os melhores…e hoje vemos que só quem consegue ser assim, esse é que sobe na vida…
Há também aqueles que têm receio, medo de mostrar o que são, preferem ficar nos lugares mais escondidos, preferem ficar mais longe…cristãos com medo…
Jesus Cristo vem dizer-nos… “Não tenhais medo” por três vezes:
- Não tenhais medo dos homens, porque nada há encoberto que não venha a descobrir-se…ou como diz o povo: “A verdade vem sempre ao de cima”…
- Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma…
- Não temais…valeis mais que os passarinhos…



Alguém contava que, um jovem que andava triste e desanimado e foi ter com o professor:
- Venho aqui, professor, porque não tenho forças para fazer nada. Todos dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como é que eu posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor, disse-lhe:
- Sinto muito, mas não posso ajudar. Tenho de resolver primeiro o meu problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa, disse:
- Se tu me ajudasses, eu poderia resolver o meu problema mais rápido e depois talvez possa ajudar-te.
- Claro, professor - gaguejou o jovem, logo sentindo-se outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar o seu professor. O professor tirou um anel que usava no dedo mínimo deu ao garoto, e disse-lhe:
- Pega no cavalo e vai até ao mercado. Deves vender esse anel porque tenho de pagar uma dívida. É preciso que tu obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceites menos que uma moeda de ouro. Vai e volta com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou no anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava a moeda de ouro, alguns riam, outros saíam, sem ao menos olhar para ele. Só um velhinho foi amável, a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas. Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e, assim, receber ajuda e conselhos. Já na escola, diante do professor, disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
- É muito importante o que tu disseste... - disse o professor, sorridente.
- Devemos saber primeiro o valor do anel. Pega novamente o cavalo e vá até o joalheiro. Quem poderia ser melhor para saber o valor exacto do anel? Diz-lhe que queres vender o anel e pergunta quanto ele te dá. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o vendas... Volta aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:
- Diz ao teu professor, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
- 58 MOEDAS DE OURO!!! - exclamou o jovem.
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que, com tempo, eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...
O jovem correu emocionado à escola para contar o que ocorreu. Depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, o professor disse:
- Estás a ver, tu és como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um "expert". Pensavas que qualquer um podia descobrir o teu verdadeiro valor?
E, dizendo isso, voltou a colocar o anel no dedo.

Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos, andamos por todos os mercados da vida, pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. Porém ninguém, além do Grande Joalheiro ( Deus), sabe o nosso valor!

Por isso “Não tenhais medo”…

sábado, 14 de junho de 2008

Qual é a minha missão...

Hoje devemos ter a coragem de perguntarmos a nós próprios: Que esforço é que temos colocado na vida para lutarmos contra tudo aquilo que a destrói? Até que ponto estamos conscientes de que o reino de Deus está perto de nós?
Até que ponto eu me sinto chamado para a missão?
Cada um de nós deve desempenhar a sua missão. Esta missão é de todos, cada um tem o seu papel, a sua importância e como diz o povo: “Quem faz o que pode a mais não é obrigado”. Mais do que nos desculparmos com os outros, devemos estar atentos á nossa tarefa. Mais do que olharmos o que cada um faz ou deixa de fazer, devemos esforçar-nos por fazer bem a nossa quota parte…


Alguém contava que um lavrador trabalhava no seu campo, de sol a sol. Um dia, enquanto limpava o suor, olhou para um camionista que passava na estrada e disse para consigo:
- Feliz daquele camionista que ganha a vida sentado e à sombra. Ele pode viajar e conhecer o mundo, enquanto eu aqui agarrado à terra.
O camionista, a um certo momento, foi ultra¬passado por um carro de luxo, conduzido por um empresário. O camionista cobiçou esse carro dizendo:
- Quem me dera ter a vida de um empresário: bom automóvel, sem patrões, sem horários.
O empresário teve de parar num semáforo e viu um avião. Disse então para consigo:
- Como deve ser agradável a vida de um piloto: viaja gratuitamente e conhece o mundo inteiro.
Entretanto, o piloto do avião avistou no meio de um campo um ponto escuro. Verificou que era um lavrador e disse para consigo:
Que bela deve ser a vida calma de um camponês. E eu aqui no ar, longe da minha família e dos meus amigos, nesta vida agitada de um lado para o outro. Como eu gostava de passar a vida no campo!
Talvez um dia o camponês se encontre com este piloto e perca o desejo de deixar a sua activi¬dade de camponês.

Assim somos nós ás vezes…por isso é importante assumirmos que cada um de nós tem uma missão importante a realizar e todos em conjunto trabalhamos a messe…Como dizia S. Gregório Magno:
“Nada há mais frio que um cristão que não se preocupa com a Salvação dos outros”.
Por isso o importante não é olhar para a messe e ver quem trabalha ou não, o importante é descobrirm os que a messe precisa do meu, do teu e do nosso trabalho. Mais do que lamentarmo-nos da crise de vocações, da Igreja etc, é importante darmos o nosso contributo.

sábado, 7 de junho de 2008

Prefiro a misericordia...

Esta deve ser também a atitude dos seus seguidores. Se algum cristão for acusado de ser «amigo dos publicanos e dos pecado¬res», não deve sentir-se desonrado. Porque este é um grande desafio.
Mas para isso precisamos de aprender o que significa” Prefiro a Misericórdia ao sacrifício”. Precisamos de ter tempo para sentar à mesa…precisamos de tempo para dialogar, conversar, conviver…nesta vida onde se corre para tudo, não temos tempo para parar…fazemos tudo a correr…

Alguém contava que num encontro de pais, o assunto era sobre a atitude de escutar os outros, de modo particular, os familiares.
Começou com um testemunho de um pai que disse:
— Eu sinto que preciso de escutar mais o meu filho, que está a entrar na idade da adolescência. Quando chego a casa, cansado do trabalho, tenho dificuldade em dar-lhe do meu tempo. Acho que na minha família, e certamente em muitas outras, existe uma falta de diálogo de pais para filhos.
Uma jovem mulher, falando de mudanças sociais, exemplificou:
— Quando a minha avó ia visitar a sua mãe, necessitava de três dias. Um dia para viajar nos vagarosos transportes públicos desse tempo; um dia para ambas contarem as últimas notícias, tra¬balharem na cozinha e também no jardim; e um terceiro dia para a viagem de regresso.
Quando a minha mãe ia visitar a sua mãe, necessitava de dois dias. Viajava no comboio e geralmente chegava no mesmo dia à tarde. Nesse dia contavam as últimas notícias e, no dia seguinte, era a viagem de regresso.
Quando eu vou visitar a minha mãe, preciso apenas de meia hora. Vou de carro e estou com ela uns quinze minutos pois tenho imensas coisas para fazer em casa.
Se um dia a minha filha me vier fazer uma visita, de quanto tempo terá necessidade?

Era importante pensarmos nisto…ás vezes nem para a família temos tempo…cada vez mais deveríamos ter a coragem de pensar sobre aquilo que Jesus nos diz: “ Ide aprender o que significa, prefiro a misericórdia ao sacrifício”…
Quantas vezes, no dia-a-dia, temos oportunidade de usar de amor para com o outro e passamos ao lado, na verdade é mais fácil o sacrifício.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Nem todo o que diz....


Deus também não fica satisfeito connosco só por fazermos alguma boa acção. Não se entra em comunhão com Ele só com factos prodigiosos, mas renovando a nossa vida e enriquecendo-a com obras de amor a favor do irmão. Por isso não basta dizer “ Senhor…Senhor”…é preciso mostrar por gestos o que dizem as palavras…

Numa reunião de pais, na escola, a professora falava da importância do diálogo e dizia:” Os pais têm de falar com os filhos, não se pode ser um pai ou mãe ausente…eu não vejo como um pai pode andar fora todo o dia e falar muito pouco com os filhos…”
A professora falou…falou…falou…depois deixou um espaço em aberto para que os pais pudessem intervir…
Um pai pediu a palavra e disse: “ A senhora professora tem muita razão…mas sabe como a vida é difícil…olhe por exemplo o meu caso…quase nunca falo com a minha filha, saio de manha e ela ainda está a dormir, chego á noite e ela já se deitou…” A professora interrompeu o pai e disse: “ Como é que o senhor pode deixar que isso assim aconteça…como pode essa moça ter bom aproveitamento se nem o carinho do pai tem…”o pai interrompeu e disse: “ Desculpe…a senhora diz que é importante falar mas não me deixou falar…eu queria dizer-lhe que concordo…mas a verdade é que nós podemos falar de várias formas…eu como não posso falar com a minha filha, temos um sinal em que sabemos que todos os dias estamos juntos…na verdade de manha quando saio para o trabalho ela ainda dorme…e quando regresso à noite ela já dorme…mas ela sabe que todos os dias eu estou junto dela um pouco vendo-a dormir…e nesse pequeno espaço de tempo eu dou-lhe um beijo e dou um nó na ponta do lençol e de manhã quando ela acorda e vê o nó sabe que eu estive com ela…por isso podemos falar e várias formas…no meu caso diria que o importante é gesto…”
A professora ficou de boca aberta…mais tarde quis saber quem era a filha daquele senhor…e descobriu que era a melhor aluna da escola.

As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó... Um nó cheio de afecto e carinho.
Por isso não basta dizer: “Senhor, Senhor”…precisamos de aprender a passar á acção…a palavra é completado pelo gesto…e vice-versa…

E tu, já deste algum nó afectivo hoje?

domingo, 25 de maio de 2008

«A cada dia basta o seu cuidado»

A proposta de Jesus será um convite a viver na alegre despreocupação, na inconsciência, na passividade, no comodismo, na indiferença? Não. As palavras de Jesus são um convite a pôr em primeiro lugar as coisas verdadeiramente importantes (o “Reino”), a relativizar as coisas secundárias (as preocupações exclusivamente materiais) e, acima de tudo, a confiar totalmente na bondade e na solicitude paternal de Deus. De resto, viver na dinâmica do “Reino” não é cruzar os braços à espera que Deus faça chover do céu aquilo de que necessitamos; mas é viver comprometido, trabalhando todos os dias, a fim de que o sonho de Deus – o mundo novo da justiça, da verdade e da paz – se concretize.

Por isso é muito importante aprendermos a viver cada dia, empenhados, comprometidos de modo que o tempo não passe por nós em vão. Vive cada dia como se fosse o último e um dia acertarás…

Alguém contava que um rei passou a vida a fazer guerra aos povos vizinhos. Ao chegar aos 60 anos deu-se conta que não tinha aprendido muito do sentido da vida. Convocou os seus sábios e disse-lhes: — Ide e buscai livros acerca da verdadeira sabedoria.
Eles foram e trouxeram-lhe imensos livros. O rei disse: — Já não tenho idade para ler tantos livros. Fazei um resumo do que eles dizem.
Durante sete anos, resumiram tudo metade dos livros.
O rei disse: — Não tenho tempo para ler tudo isso. Resumi mais ainda.
E foi assim que, passados alguns anos, lhe entregaram um novo resumo de alguns livros. O rei disse: — É muita literatura para a minha idade. Resumi mais ainda.
Os sábios conseguiram redigir apenas um livro para condensar toda a sua sabedoria.
O rei, ao receber o livro, disse-lhes:
— Por favor, peço-vos que resumam tudo isso numa pequena frase.
Foi então que os sábios, depois de muito diálogo, conseguiram redigir uma frase, que dizia assim: «Vive o momento presente».

Ás vezes também nós andamos demasiado preocupados com imensas coisas e deixamos passar o momento presente…
Às vezes andamos demasiado preocupados com o dia de amanhã e esquecemo-nos que o dia de amanha se prepara hoje…devíamos aprender a viver o dia de hoje para vivermos melhor o dia de amanhã…

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Ele está mesmo em nós???



















Após a comunhão, quem nos vê fora da igreja, em casa, no campo, no trabalho, quem analisa as nossas acções, quem contempla o nosso semblante, o nosso olhar e o nosso sorriso deveria sempre reconhecer em nós Jesus, que continua a amar, a agir, a falar, a ensinar, a sorrir...Após a comunhão não podemos ficar na aparência: “ Parece que Jesus está nele”…após a comunhão só há uma afirmação correcta: “ Jesus está mesmo em nós…

Alguém contava que numa pequena aldeia, as crianças estavam a preparar-se para a Primeira Comunhão. O catequista ia seguindo o aproveitamento de cada uma e chegou o dia em que devia fazer a lista das que estavam preparadas para receber Jesus.
No grupo havia uma criança com um pequeno atraso mental. Estaria realmente preparada para também comungar?
A verdade é que ela queria comungar. Os seus pais também gostavam que ela também comungasse pela primeira vez.
O caso foi entregue ao pároco. Este interessou-se pela criança. Levou-a à igreja para junto do altar.
Em seguida, apontou para um grande e belo crucifixo. Depois, perguntou:
-Quem é aquele?
- É Jesus.
Depois, o sacerdote apontou para o modesto sacrário e perguntou:
- E quem é que está ali?
A criança imediatamente respondeu:
- É Jesus.
O pároco insistiu:
- Jesus ali na cruz e ali no sacrário? Como pode ele estar nos dois lugares?
- Muito simples. No crucifixo, parece que está, mas não está. No sacrário, parece que não está, mas está.

Depois da comunhão nós somos verdadeiros sacrários…

sábado, 17 de maio de 2008

Trindade...um Deus Amor...


A Solenidade que hoje celebramos não é um convite a decifrar o mistério que se esconde por detrás de “um Deus em três pessoas”; mas é um convite a contemplar o Deus que é amor, que é família, que é comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor.

Alguém contava que uma professora do primeiro ciclo, que se orgulhava de dizer a toda a gente que não acre¬ditava em Deus, e dizia que Deus não existia, um dia em que se falou na Santíssima Trindade, ela disse aos alunos:
— Hoje vamos aprender que Deus não existe. É uma invenção das pessoas ignorantes. Ainda por cima um Deus em três? Apontando para um aluno, disse-lhe:
— Tó, vês aquela árvore lá fora? — Sim, senhora professora.
— E também vês a relva do jardim? — Sim, senhora professora.
— E o céu? — Sim, senhora professora. É azul e imenso.
— E Deus? Estás a vê-lo? — Não.
— Perceberam, meus meninos? Deus não existe, é um mito. Podemos ver tantas coisas, mas a Deus não vemos, pois não existe! É apenas um mito.
Nesse momento, um aluno pediu licença à professora para lhe fazer também umas perguntas. Ela consentiu e ele perguntou:
— Ò Tó, estás a ver o cérebro da nossa pro¬fessora a raciocinar?
— Não.
— Então podemos concluir que a professora não tem cérebro, não raciocina.
Nós não vemos o rosto de Deus Trindade, mas notamos todos os dias sinais desse Deus que é amor, que é família e que está presente na vida dos homens…

Por isso mais do que querermos entender o mistério da Santíssima Trindade importa contemplarmos Deus que é amor: “ Deus amou tanto o mundo que entregou o Seu Filho Unigénito para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça mas tenha a vida eterna”…

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Assembleia do clero (Em jeito de acta)...


Como o Senhor Bispo manifestou tanta vontade que houvesse uma acta a marcar este dia, que parece ter perdido a dinâmica com que começou, em que seria mais um dia de convívio do que propriamente trabalho, e depois não sei se para justificar este retrocesso inventaram o passeio…mas bem…em jeito de acta cá vai…
Aos catorze dias do mês de Maio, no Seminário Menor do Fundão, reuniram em assembleia-geral (quer dizer, cerca de metade, não sei se estou a ser generoso) os padres da Diocese da guarda, com a seguinte ordem de trabalhos: ponto um – a questão económica dos padres; ponto dois – os desafios da nova evangelização.
Não se sabe bem porque, mas a verdade é que a primeira parte foi a segunda e a segunda parte foi a primeira, talvez porque a segunda parte que era a primeira sendo segunda teria menos espectadores porque de tarde sempre alguns saem; e como a primeira parte que seria a segunda era de menor importante, uma vez que geraria menos conflitos a segunda foi mesmo a primeira…não é para rir…fica em acta…ficámos ainda a saber que o senhor bispo já visitou 140 paróquias desta diocese, ás vezes é preciso lembrar que num dia posso cumprimentar 50 pessoas mas não falo com 2, nestes momentos lembrei-me daquela música que diz:
“And in the naked light I saw,
Ten thousand people, maybe more.
People talking without speaking,
People hearing without listening,
People writing songs that voices never share
And no one deared
Disturb the sound of silence.”
Na dita primeira parte que seria a segunda, lá se foi falando e falando sobre novas formas de evangelização, com missões diocesanas, em que viriam missionários e os diocesanos iriam embora, não se entendeu muito bem, mas como esta parte foi a primeira que seria a segunda…depois de se afirmarem algumas coisas umas mais verdadeiras que outras…acho que se pode concluir que a preocupação é a pastoral das massas, que mostrem trabalho feito,,, que movimentem muita gente…ás vezes esquece-se que tudo teve inicio com o resto de Israel e provavelmente hoje teríamos de voltar ao inicio…
E assim terminou a primeira parte que seria a segunda.
De seguida os sacerdotes fizeram um intervalo, para fumar um cigarrito e fazer um “ chichizinho”…depois celebrámos a eucaristia com o exemplo do São Matias.
Foi servido o almoço que estava óptimo ( ou seria da fome???)…fomos tomar um café e um croft ( ou água das pedras) e demos inicio á segunda parte que seria a primeira…
Puxaram as orelhas aos padres por causa das questões económicas e das contas e dos euros e…pareceu-me que aqui soava mais aquela parte “ venha a nós”…e como pouco mais se disse tive de sair para ir ao wc e enganei-me na porta…quando dei conta já ia na A23…
Em jeito de acta…ou talvez não…

sábado, 10 de maio de 2008

O Espirito dá a força...


O Espírito é que faz com que no dia-a-dia nos sejamos capazes de aceitar ser cristãos verdadeiros…que se esforçam por seguir Jesus Cristo…o Espírito dá força e alento para testemunharmos Jesus Cristo…

Alguém contava que numa aldeia, em dia de Domingo a Igreja era sempre mais visitada para celebrarem a Eucaristia. A comunidade cristã estava meio adormecida…uma vez os cristãos mostravam-se vivos…outra vez os cristãos nem se manifestavam…ás vezes a Igreja ao Domingo estava cheia…outra vez podiam alugar-se os bancos vazios…a comunidade ia vivendo aos altos e baixos…
Um dia, dia da grande festa da aldeia, a Igreja estava à pinha…toda a gente bem vestida…muita gente na Igreja…a escutar a Palavra e a celebrar a santa padroeira…
De repente entram pela Igreja a cima três homens encapuçados e com metralhadora na mão e um deles grita: -“ O verdadeiro Cristão está disposto a morrer por Jesus Cristo…os outros podem sair…quem ficar morrerá!”
Algumas pessoas começaram a sair com muita pressa…a Igreja foi-se esvaziando e ficaram alguns bancos vazios…
O homem do capuz gritou novamente: -“ Mais ninguém quer sair? Estão dispostos a morrer?
Fez-se silêncio…mas ninguém arredou pé…
Os homens encapuçados tiraram os capuzes e disseram: “ Padre, pode continuar a Eucaristia…porque estes Cristãos… são Cristãos…dos verdadeiros.”

Hoje só precisamos de querer receber o Espírito…receber aquele que nos fortalece…receber aquele que nos ajuda a dizer…eu sou Cristão…dos verdadeiros…
Ou se calhar apetece colocar a pergunta de outra forma: " E eu??? Fugiria???

sábado, 3 de maio de 2008

Todos os dias são dia da mãe....



Hoje celebramos o dia da mãe…como se a mãe tivesse apenas este dia…é bom lembrarmos a mãe todos os dias, porque de certeza nenhuma mãe esquece um filho um dia que seja…hoje em especial tenhamos, ao menos, a coragem de poder dizer à mãe…: “ Tenho uma coisa para ti…”


Uma menina de sete anos, ao fim do dia, foi ao encontro da mãe e exclamou:
— Mamã, tenho uma coisa para ti. A mãe, atarefada com a preparação do jantar, respondeu:
— Agora não tenho tempo. Fica para depois. Seguiu-se o jantar, a televisão, alguns telefo¬nemas. A um certo momento, a mãe disse-lhe:
— São horas de ir para a cama. A menina insistiu:
— Mamã, tenho uma coisa para ti. A mãe, cansada de um dia de trabalho, deu-lhe um beijo e disse:
— Fica para amanhã. A menina exclamou:
— Gostaria que fosse hoje. Amanhã é o dia da Mãe e assim durmo mais feliz.
— Não te preocupes, fica para amanhã. Boa--noite!
A mãe, passado algum tempo, aproximou-se da menina. Viu que dormia com uma mão fechada. Abriu-a devagar e dentro estavam pedacinhos de papel.
Juntou-os e ficou um coração com a frase: «Mãe, gosto muito de ti!»
De manhã, ao levantar-se, a mãe beijou-a com muita ternura.

Neste dia e todos os dias mostremos o quanto gostamos da nossa mãe, com um gesto, um beijo, um presente…ou um simples conjunto de pedacinhos de papel que juntos dá um coração onde se diz… “MÃE; GOSTO MUITO DE TI.”

sábado, 26 de abril de 2008

A promessa de J.C.

Jesus garantiu aos seus discípulos o envio de um “defensor”, de um “consolador”, que havia de animar a comunidade cristã e conduzi-la ao longo da sua marcha pela história. Nós acreditamos, que o Espírito está presente, animando-nos, conduzindo-nos, criando vida nova, dando a todos a esperança na caminhada.

Alguém contava que havia duas tribos que andavam sempre em guerra. Uma vivia no vale da montanha a outra vivia mesmo no cimo da montanha.
Um dia, a tribo que vivia no vale foi invadida pela outra, que, além de saquearem os inimigos, raptaram um bebé e levaram-no para a montanha.
A tribo do vale não conhecia os caminhos usados pela tribo da montanha. Não sabiam como chegar ao alto, como chegar aos inimigos pelos terrenos escarpados.
Mesmo assim, enviaram seus melhores guerreiros para subir a montanha e trazer a criança de volta.
Os homens tentaram diferentes métodos de escalada. Primeiro um caminho, depois outro. Após vários dias de esforços, não tinham subido nem quinhentos metros.
Sentindo-se impotentes e sem esperança, os homens consideraram a causa perdida e preparavam-se para regressar.
Enquanto se preparavam, viram a mãe do bebé que descia a montanha que eles não conseguiram subir, com o bebé ás costas.
Um dos homens perguntou-lhe: "Nós não conseguimos subir a montanha. Como é que a senhora chegou ao alto se nós, os homens mais fortes e capazes não conseguimos?"
Ela encolheu os ombros e respondeu: "Vós não sentíeis dentro do peito a força que eu sentia…e não era o vosso filho que estava lá."

Jesus promete que não nos deixará órfãos…mas envia o Paráclito, defensor que estará sempre connosco…que nos dará essa força interior para ultrapassar as dificuldades da vida…para isso Jesus coloca apenas um se… “SE ME AMARDES”…

sábado, 19 de abril de 2008

Cristãos a caminho...


Dar um passo… Alguém dizia: “a fé começa pelos pés!” De facto, a fé é uma resposta e uma caminhada. Foi a aventura destes onze homens reunidos numa sala, em Jerusalém. Estavam cheios de medo, mas lançaram-se, algum tempo mais tarde, pelas ruas da Palestina e para além disso. Sentiram-se possuídos pelo Espírito recebido no Pentecostes. É a aventura das crianças que, nestes dias, vão começar a comungar: são convidadas ao Banquete do Senhor, vão responder a este convite. É a aventura dos jovens que, por ocasião da sua profissão de fé, decidiram dar um passo para Deus, ousando dizer: “Creio!”. É a aventura dos jovens que, em certo período do ano, vão ser confirmados, um passo que lhes faz pedir a ajuda do Espírito. Somos todos convidados a dar um passo, para o Senhor e para os nossos irmãos. Sim, sejamos cristãos a caminho…abertos à aventura…cristão que perante os obstáculos, não desistem, mas tentam sempre novamente…


Alguém contava que numa aldeia as pessoas precisavam de escolher um chefe. Havia três homens para ocupar o lugar…o sábio da aldeia, um velhinho propôs um desafio aos três…o que conseguisse escalar a montanha mais rápido e chegasse ao pico seria o chefe…a montanha era difícil de escalar era alta e muito a pique…o desafio foi aceite…
O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
As pessoas ficaram desiludidas…ainda não tinham um chefe…
Mas o velhinho, sábio disse: “- Eu sei quem deve ser o nosso chefe”. Todos fizeram um silêncio de grande expectativa.
-“ É simples... eu reparei na atitude de cada um deles e, quando eles voltaram fracassados para o vale, eu ouvi o que cada um deles disse para a montanha”.
O primeiro disse: “- Montanha, tu venceste!
O segundo disse: “- Montanha, tu venceste!
O terceiro também disse que foi vencido, mas, com uma diferença. Ele olhou para a montanha e disse: - Montanha, tu venceste, por enquanto! Mas eu vou-me preparar e outro dia virei escalar-te.
E calmamente o sábio completou: “- A diferença é que o terceiro teve uma atitude de vencedor diante da derrota e quem pensa assim é maior que seu problema: é chefe de si mesmo, está preparado para ser chefe dos outros!
Todos concordaram em escolher o terceiro homem para chefe.

Assim também nós na vida somos convidados a dar o passo…somos pedras vivas não mortas…somos cristãos que estão a caminho…as dificuldades não nos vencem…porque nós preparamo-nos e voltamos a tentar…assim se faz o caminho.

sábado, 12 de abril de 2008

Conhecer...ou não o Pastor...


Este evangelho é a garantia de que o Ressuscitado, o Bom Pastor, está entre nós, chama-nos pelo nosso nome e guia-nos até à vida em abundância. Jesus é o nosso modelo enquanto pastor e guia. A segunda leitura dá-nos conselhos práticos para o nosso caminhar em “rebanho”: paciência no sofrimento, fazer o bem, não responder ao insulto. Parecem conselhos impossíveis de seguir, mas Jesus está sempre lá, caminhando à nossa frente, guiando-nos e deixando-nos ser pastores de nós mesmos, dando-nos a liberdade de fazermos as nossas próprias opções.
É nas pequenas acções do dia-a-dia que vivemos o nosso Baptismo, a nossa entrada no redil. Sendo fiéis às promessas baptismais, ouvimos o nosso nome a ser chamado, e entrando pela porta vivemos desde já a paz e a segurança do nosso Pastor.

Alguém contava que um dia numa grande casa havia uma festa de luxo. Estava presente um famoso actor que recitava uns poemas e as pessoas iam aplaudindo maravilhadas; algumas vinham até pedir que recitasse Camões, Shakespeare, Fernando Pessoa etc…
Um sacerdote aproximou-se e perguntou:
- Conhece o salmo 22?
- Sim conheço, olhe eu vou recitá-lo se depois o senhor for capaz também de o recitar?
O sacerdote aceitou o desafio.
Começou o actor: -“ O Senhor é meu pastor, nada me faltará. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma. Ele me guia por sendas direitas, por amor do seu nome. Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos, não temerei nenhum mal, porque vós estais comigo.”
Toda a gente aplaudiu as belas palavras do actor.
Depois foi a vez do sacerdote, que se levantou e recitou as mesmas palavras, mas ninguém o aplaudiu houve apenas um profundo silêncio e algumas lágrimas nalguns rostos.
O actor manteve-se em silêncio mas depois disse:
-“ Senhoras e senhores, espero que tenham dado conta do que aqui aconteceu esta noite. Eu conhecia o salmo 22…mas este homem conhece o Pastor.”


O Pastor conhece-nos e será que nós conhecemos mesmo o Pastor?

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Ainda as chouriças e os padres…ou talvez não…







A vida ultimamente não tem sido fácil…e confesso que me custa ver com clareza algumas coisas menos claras…alguém me dizia há pouco tempo: “ Tens de fazer uma experiência onde não te sintas maioria, onde até as palavras custam a sair com o receio de que alguém que tu não queiras te escute…onde o assumires aquilo que és, só por si, já acarreta uma série de dificuldades…onde tantas normas e preceitos são relativizados…onde os teus olhos aprendem a ver o reverso…onde vais sentir que és nada…que não tens nada…que és um zero…onde mesmo que vejas o teu valor, poucos, muito poucos o irão ver…mas descobres uma coisa…quem assume o que é não está para meias medidas…ou é ou não é…não há meios termos…ia fazer-te bem…”
Calado ouvi…calado consenti…calado aceitei…e hoje ao pensar nisto, ao olhar á minha volta, custa-me ver a clareza das coisas obscuras…ás vezes parece que sinto autoridade para dizer certas coisas…para opinar…para moralizar…depois olho-me…e não consigo ver com clareza…eu já me sinto um zero há tanto tempo…já não vejo nenhum valor em mim…nem sei se ainda estou a meios termos…sei que os há de primeira…de segunda…de terceira…mas eu nem na nonagésima nona me encontro…a falta de clareza vai aumentando…preciso mesmo de sair…aqui há uns tempos, jamais me deixaria sentir como chouriça…agora acho que aceito e assumo…mas chouriça é faltar ao respeito ás verdadeiras chouriças…sinto-me mais uma chouriça em que a tripa já era das usadas…em que a carne nunca foi de qualidade…em que a gordura já estava estragada…chouriça…mas das já cheiram a ranço…ainda não tinha dado conta, provavelmente, porque o odor à minha volta é o mesmo…
Aquilo que alguém me dizia…se calhar…vai mesmo fazer-me bem…

sábado, 5 de abril de 2008

Partilhá-LO...na vida....


...E quando O encontramos? Que fazer com Ele? Lucas responde: Temos de levá-l’O para os caminhos do mundo, temos de partilhá-l’O com os nossos irmãos, temos de dizer a todos que Ele está vivo e que oferece aos homens (através dos nossos gestos de amor, de partilha, de serviço) a vida nova e definitiva.

Faz lembrar como alguém contava:
Havia uma pobre pedinte que um dia bateu na porta de uma casa e pedia algo para comer, a dona da casa não tendo comida para lhe dar e como era Inverno e estava frio deu-lhe um cobertor.
Passados alguns dias a senhora viu a mendiga debaixo de uma varanda de uma casa abandonada com o cobertor todo rasgado e ficou indignada.
Algum tempo depois, a mendiga voltou a bater à mesma porta e pediu novamente algo para si, a dona da casa não escondeu a indignação e disse-lhe:
- Não vou lhe dar nada, dei-lhe um cobertor e você, não o valorizou, mas ao contrário rasgou-o todo.
Ao que a mendiga respondeu:
- Valorizei sim, minha senhora… e muito. É que um amigo meu estava com frio e como não tinha nada com que se cobrir rasguei o cobertor ao meio e partilhei aquela minha riqueza que a senhora me tinha dado.

Também nós hoje somos convidados a partilhar Cristo Ressuscitado, a nossa maior riqueza…
Convidados a partilhar com os outros Aquele que vem encher a nossa vida de sentido…de vida verdadeira…
Precisamos de sentir uma certeza…Cristo Ressuscita cada vez que eu partilho com os outros, cada vez que com os outros eu me esforço por viver o Amor…

sexta-feira, 28 de março de 2008

Após a ressurreição...



De alguma forma após a Ressurreição, é pois importante que nos perguntemos se a nossa comunidade dita cristã está assim a caminho da verdadeira e primitiva comunidade…
A comunidade cristã é uma família de irmãos, reunida à volta de Cristo…
A comunidade cristã é assídua à catequese dos apóstolos…
A comunidade cristã celebra a sua fé…
A comunidade cristã vive a partilha...

Faz lembrar:

Alguém contava que um ano de muito frio intenso, muitos animais morreram, devido ao clima…
Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a unir-se, a juntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele Inverno tenebroso.
Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos de seus semelhantes. Doíam muito... Mas essa não foi a melhor solução: afastados, logo começaram a morrer congelados.
Os que não morreram voltaram a aproximar-se pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos.
Assim suportaram-se, resistindo aquele frio. E sobreviveram!

Perguntemos: Quantas vezes na comunidade não acontecem problemas fruto dos espinhos de cada um de nós…picamo-nos, ferimo-nos e em vez de juntarmos a comunidade, só afastamos... se calhar era bom que viesse sobre nós um Inverno mesmo frio porque enquanto não aprendermos “ a aproximarmo-nos pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos,”
Enquanto assim não aprendermos a fazer comunidade será que poderemos afirmar que Cristo Ressuscitou???

sábado, 22 de março de 2008

Viver como Ressuscitados...


O Evangelho diz que o discípulo amado “ Viu e acreditou”…Apesar de vermos e de acreditarmos, continuamos sem perceber. Esta aparente contradição caracteriza o caminho cristão. Somos gradualmente inseridos no mistério da ressurreição pelos encontros com Jesus nas circunstâncias de cada dia, vendo a sua presença na bondade dos outros, na nossa oração e até nas nossas necessidades. Estes encontros pessoais com Jesus fortalecem a nossa fé no Senhor ressuscitado que não morreu em vão. Mas, ao mesmo tempo, ainda não percebemos o mistério. Isto não quer dizer que não acreditamos na ressurreição, significa que a Ressurreição é tão singular e inesperada que não pode ser entendida num único encontro. Por isso, tal como os discípulos, corremos a tornarmo-nos servos dos irmãos e a anunciar a Boa Nova de que o sofrimento e a morte não têm a última palavra na nossa vida…é esta a lição do Ressucitado…

Alguém contava que, em determinada terra havia um moço, aquele tipo de pessoa que tinha sempre alguma palavra positiva para qualquer situação…chamavam-no Toninho. Rapaz sempre bem-disposto. Quando alguém perguntava: -“ Como estás”? Ele respondia: “Melhor que isso só dois como eu”!
Ele era o gerente de uma cadeia de restaurantes, e todos os empregados seguiam os seus exemplos por causa das suas atitudes. Ele era naturalmente motivador. Se algum empregado estivesse mal, o Toninho rapidamente o ajudava a ver o lado positivo da situação.
Um dia, alguém lhe perguntou: - “O senhor não pode ser uma pessoa sempre bem-disposta... “Como é que consegue”? E ele respondeu: - Todas as manhãs, acordo e digo a mim mesmo: “Tó tens duas escolhas hoje, escolher estar bem-disposto ou escolher estar mal-disposto... É claro escolho estar bem-disposto. Em qualquer situação tenho sempre duas alternativas e eu escolho sempre a mais positiva…porque a vida é feita de escolhas….Escolhes estar feliz ou triste, calmo ou nervoso... Tu é que escolhes como queres viver a vida!
Algum tempo depois, o Toninho distraído, deixou a porta das traseiras do restaurante aberta e, sem dar conta entraram três assaltantes armados. Enquanto ele tentava abrir o cofre, ele tremia todo e enganou-se nos números da chave, os ladrões entraram em pânico, deram-lhe um tiro e fugiram. Por sorte, o Toninho foi encontrado relativamente rápido e foi levado no 112.
Depois de 18 horas de cirurgia, e algumas semanas de tratamento intensivo, deram-lhe alta no hospital, com alguns fragmentos de balas no seu corpo.
Depois do acidente alguém lhe perguntou: - “Como estás”? Ele respondeu: - “Melhor do que isso, só dois como eu! Queres ver as minhas cicatrizes”?
Enquanto eu olhava para as cicatrizes, perguntou o sentiu, quando os ladrões invadiram o restaurante, disse o Toninho: - “A primeira coisa que me veio a minha cabeça foi que devia ter fechado a porta das traseira... Depois de levar o tiro deitado no chão, lembrei-me que tinha duas escolhas, eu podia escolher lutar para viver ou podia escolher deixar-me morrer. Eu escolhi lutar para viver. Chegou o 112 eram bons. Sempre a dizerem que ia correr tudo bem. Mas, quando entrei na sala de emergência, eu vi o rosto dos médicos e enfermeiras, fiquei com medo. Em cada olhar, eu lia "és um homem morto". Eu sabia que tinha que fazer alguma coisa. Uma enfermeira grande e forte perguntou se eu era alérgico a alguma coisa... Sim, respondi. Os médicos e enfermeiras pararam imediatamente, á espera da minha resposta, respirei fundo e respondi: Sou alérgico às balas! Enquanto eles sorriam, eu disse: - Eu escolhi lutar para viver, operem-me como se estivesse vivo, não morto.
Graças à sua atitude o Toninho sobreviveu…a morte não teve a última palavra…

Jesus Cristo hoje deixa-nos também esta certeza…enquanto há vida há esperança…a morte não tem a última palavra…
Nós escolhemos viver como ressuscitados…para nós a morte não tem a última palavra…
Por isso se te perguntarem como estás…aprende a responder…melhor do que isso, só dois como eu.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Sexta Feira-Santa....

É uma típica tarde de sexta-feira e está a regressar a sua casa. Sintoniza o rádio. As notícias falam de coisas sem importância. Numa cidade pequena e distante morreram 3 pessoas de uma gripe até então, totalmente desconhecida. Não prestas atenção ao acontecimento.
Na segunda-feira quando acordas, escutas que já não são 3, mas 30.000, as pessoas mortas pela tal gripe, nas colinas remotas da Índia. Um grupo do Controle de Doenças dos EUA foram investigar o caso.
Na terça-feira, já é a noticia mais importante, está na primeira página de todos os jornais, porque já não é só na Índia, mas também no Paquistão, Irão e Afeganistão. Chamam a doença de "La Influenza Misteriosa" e todos perguntam: “Que faremos para controlá-la?” Então, uma notícia surpreende toda a gente. A Europa fecha as suas fronteiras…depois os EUA e o Japão. Mas um doente aparece num hospital da França. Começa o pânico... o vírus espalha-se por todo o mundo. As informações dizem que quando se contrai o vírus, em quatro dias de sofrimento, morre-se! O mundo todo assiste sem nada poder fazer… milhares de pessoas a morrer.... As igrejas começam a encher de fervorosos…multiplicam-se as orações a pedir a descoberta da cura, enquanto os cientistas continuam a trabalhar na descoberta de um antídoto, mas nada funciona.
De repente, vem a notícia esperada: Conseguiram decifrar o código de ADN do vírus. É possível fabricar o antídoto! É preciso, para isso, conseguir sangue de alguém que não tenha sido infectado pelo vírus. Corre por todo o mundo a notícia de que as pessoas devem ir aos hospitais fazer análise do seu sangue e doá-lo para a fabricação do antídoto.
Tu vais voluntário com a tua família…todos perguntam, o que acontecerá? Será este o fim do mundo? De repente o médico grita um nome... o teu filho mais novo está ao teu lado, agarra na tua camisa e diz-te: “Pai? Esse é o meu nome!” E antes que possa pensar, levam o teu filho e gritas: “Esperem!” E eles respondem: “Está tudo bem! O sangue dele está limpo, é sangue puro. Achamos que ele tem o sangue que precisamos para o antídoto.”
Depois de 5 longos minutos, saem os médicos a chorar e a rir ao mesmo tempo. O médico mais velho aproxima-se e diz: “Obrigado senhor! O sangue do seu filho é perfeito, está limpo e puro, o antídoto finalmente poderá ser fabricado. A notícia espalha-se por todos os lados. As pessoas rezam e riem de felicidade.
Entretanto o médico aproxima-se de ti, e da tua esposa e diz: “Podemos falar um minuto? Não sabíamos que o doador seria uma criança e precisamos que o senhor assine uma autorização para usarmos o sangue do seu filho.”
Começas a ler e percebes que não dizem qual a quantidade de sangue que vão usar e perguntas: “Qual a quantidade de sangue que vão usar?” O sorriso do médico desaparece e ele responde: “Não pensávamos que fosse uma criança. Não estamos preparados, precisamos de todo sangue do seu filho!”
Não podes acreditar no que ouves e começas a contestar: “Mas… mas...” – O médico insiste: “O senhor não compreende? Estamos a falar de uma cura para toda humanidade!!! Por favor, assine! Nós precisamos do sangue todo. Assine. Por favor, assine!”
Em silêncio, e sem sentires a caneta na tua mão, assinas.
Perguntam: “Quer ver o seu filho?” Caminhas na direcção da sala de emergência onde se encontra o teu filho amado, sentado na cama e diz: “Papá!? Mamã!? O que está a acontecer?” Seguras-lhe a mão e dizes: “Filho, tua mãe e eu amamos-te muito e jamais permitiríamos que te acontecesse algo que não fosse necessário, entendes?” O médico regressa e diz: “Sinto muito senhor, precisamos começar, o mundo inteiro está a morrer... pode sair?” Ao saíres, o teu filho pergunta: “Papá? Mamã? Porque me abandonam?”
E na semana seguinte, quando fazem uma cerimónia para honrar o teu filho, algumas pessoas ficam em casa a dormir, outras não vêm porque preferem fazer um passeio ou ir ao futebol, ou ver televisão e outras vêm com um sorriso falso, como se realmente nem se importem. Tens vontade de parar e gritar: “ O MEU FILHO MORREU POR VÓS!!! NÃO VOS IMPORTAIS COM ISSO? É ASSIM QUE AGRADECEIS?”
Pensa: Talvez isso é o que DEUS nos diz agora: “MEU FILHO MORREU POR VÓS!!! NÃO SABEIS O QUANTO VOS AMO?
Afinal com Deus nós fazemos o mesmo…

sexta-feira, 14 de março de 2008

Assim como Eu vos fiz...fazei...


Contemplar a cruz onde se manifesta o amor e a entrega de Jesus, traz um desafio; significa assumir a mesma atitude e solidarizar-se com aqueles que são crucificados neste mundo: os que sofrem violência, os que são explorados, os que são excluídos, os que são privados de direitos e de dignidade… Significa denunciar tudo o que gera ódio, divisão, medo, em termos de estruturas, valores, práticas, ideologias. Significa evitar que os homens continuem a crucificar outros homens. Significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor… Viver assim pode conduzir à morte; mas o cristão sabe que amar como Jesus é viver a partir de um dinâmica que a morte não pode vencer: o amor gera vida nova e introduz na nossa carne os dinamismos da ressurreição.
O exemplo de Jesus propõe que façamos aos outros o que Ele fez por nós…

Alguém contava que um dia, um rapaz pobre, vendia jornais de porta em porta para pagar os estudos, tinha fome mas só tinha uma moeda das pretas. Decidiu pedir comida na próxima casa. Porém, nervoso quando uma mulher linda jovem lhe abriu a porta. Em vez de comida, pediu um copo de água. Ela pensou que o jovem parecia faminto e assim deu-lhe um grande copo de leite. Ele bebeu devagar e depois lhe perguntou?-Quanto lhe devo? - Não me deves nada - respondeu ela. E continuou: - A Minha mãe sempre nos ensinou que nunca devemos aceitar pagamento por fazermos caridade. Ele disse: - Pois agradeço de todo coração.
Quando Pedro saiu daquela casa, sentia-se mais forte fisicamente, mas também a fé em Deus e nos homens ficou mais forte.
Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais estavam confusos. Finalmente a enviaram à cidade grande, onde chamaram um especialista para estudar a sua rara doença.
Chamaram o Dr. Pedro… Quando ele ouviu o nome do povo de onde ela viera, uma estranha luz encheu os seus olhos. Imediatamente, vestido com a sua bata de doutor, foi ver a paciente. Reconheceu imediatamente aquela mulher. Determinou-se a fazer o melhor para salvar aquela vida. Passou a dedicar atenção especial aquela paciente. Depois de uma demorada luta pela vida da doente, ganhou a batalha. O Dr. Pedro pediu a administração do hospital que lhe enviasse a factura total dos gastos para a aprovar. Ele conferiu e depois escreveu algo e mandou entregar no quarto da paciente. Ela tinha medo de abrir, porque sabia que levaria o resto da vida para pagar todos os gastos. Mas finalmente abriu a factura e algo lhe chamou a atenção, pois estava escrito o seguinte:
"Totalmente pago há muitos anos com um copo de leite. "

Valia a pena pensar nisto…

quarta-feira, 12 de março de 2008

Padres, chouriças e chips...




Dei comigo a pensar numa questão que cada vez mais se vai abordando, na conversa, mas na prática as coisas andam meio estagnadas…
Acho que descobri entre, outras razões, uma que justifica a crise de vocações…é que alguém dizia: “ Os Santos estão a acabar devido a não se poderem reproduzir”…ora aqui está…só que as vocações não acabam, mas vão diminuindo…
Quando penso no papel do padre hoje fico muito confuso…No seminário querem ensinar-nos a viver em comunidades, mas a primeira que não funciona é essa mesmo…acho que a ideia é quase como fazer uma chouriça…metemos carne e gordura lá para dentro e sai chouriça…no seminário querem fazer o mesmo…metemos lá vários jovens e saem padres logo em equipas…isto não está bem…até já há alguns que dizem por aí que não querem fazer mais equipas com ninguém, mas que depois vêm a público dizer que esse é o caminho…afinal não sou o único a andar confundido…
Depois a vida é um corre-corre…que o diga o C4 com 2000 de cilindrada e 180 cavalos…e quando tem de parar para dar de comer a tanto cavalo??? Pois é….a vida do mar é dura!!! E a de calceteiro marítimo…e quando deixa cair o martelo???
Acho que a solução passa por enviar os padres todos de volta ao seminário…arrancar-lhes o coração e no lugar colocar-lhes um chip…(sim porque parece que já funciona com alguns)…e assim a coisa fica resolvida…quando o chip gripar…é só mudar…
Mas eu chouriça só ás rodelas e com pouca gordura se faz favor…mas não posso aceitar ser o chip gripado…porque não sou computador…
E quando deixa cair o martelo????

sexta-feira, 7 de março de 2008

A caminho da verdadeira vida...


Diante da certeza que a fé nos dá, somos convidados a viver a vida sem medo. O medo da morte como aniquilamento total torna o homem cauteloso e impotente face à opressão e ao poder dos opressores; mas libertando-nos do medo da morte, Jesus torna-nos livres e capacita-nos para gastar a vida ao serviço dos irmãos, lutando generosamente contra tudo aquilo que oprime e que rouba ao homem a vida plena.
Jesus mostra-nos que quando a vida é vivida como dom, como serviço aos outros, a morte não é o fim mas o principio da vida verdadeira em Deus…por isso é que perante a morte devemos ter a coragem de olhar para a vida…e assumir que esta vida é já o incio da verdadeira vida…

Alguém contava que um homem muito rico tinha morrido e foi recebido no céu. São Pedro levou-o por várias avenidas e foi-lhe mostrando as casas e moradias. Passaram por uma linda casa com belos jardins. O homem perguntou:
- Quem mora ai?
São Pedro respondeu:
- É o Alfredo, o teu motorista que morreu no ano passado.
O homem ficou a pensar:
-Puxa! O Alfredo tem um casarão destes! Aqui deve ser tudo muito bom!
Logo a seguir aparece outra casa ainda mais bonita.
- E quem mora aqui?
Perguntou o homem. São Pedro respondeu:
- Aqui é a casa da Maria, aquela que foi tua cozinheira.
O homem ficou a imaginar que, se os seus empregados casas magníficas, a sua deveria ser no mínimo um palácio. Estava ansioso por vê-la. Nisto São Pedro parou diante de um barraco construído com tábuas e disse:
- Esta é a sua casa!
O homem ficou indignado.
- Como é possível! Vós sabeis construir coisa muito melhor.
– Sabemos - respondeu São Pedro - mas nós construímos apenas a casa. O material sois vós mesmos que escolheis e nos enviais lá de baixo. Tu só enviaste o material que deu para construir este barraco!
Moral da história: A vida aqui é o início da vida em Deus…Cada gesto de amor e partilha é um tijolo com o qual construímos a eternidade. Tudo se decide por aqui mesmo, nas escolhas e atitudes de cada dia.
Por isso é tão importante olharmos a nossa vida…a morte faz ver a vida…
Não devemos dizer a Deus que temos grandes problemas, mas dizer aos problemas que temos um grande Deus.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

«Nós também somos cegos?» Jo.9,40-41


Ás vezes somos cegos que não querem ver…que não nos abrimos à luz…a Cristo…
A história do cego é a história de todos os cristãos: caminhamos na fé às apalpadelas…não queremos enfrentar a escuridão da vida…queremos facilitismos…queremos fugir da cruz…e não acolhemos Jesus que vem ao nosso encontro…que vem para nos levar para a luz…que vem para ser a nossa luz…não podemos querer viver na luz, só por ser mais fácil e melhor…queremos é receber a luz que ilumine a escuridão.


Alguém contava que numa noite, um homem ia na rua e encontra um bêbado de gatas junto a um candeeiro. Curioso, o homem aproximou-se do bêbado e perguntou:
-“ O senhor está bem? Precisa de alguma coisa?”
O homem, surpreso, disse com uma voz arrastada:
- “Preciso das chaves do carro! Não as encontro”
O homem, desejoso de ajudar, disse:
- “Onde as perdeu?”
- “Por ali!” Explicou o bêbado indicando o beco escuro, a poucos metros á frente. Confuso, o homem perguntou então:
- “E porque está a procurar aqui?”
E o bêbado respondeu:
- “Ora, porque aqui há mais luz vê-se melhor...!”

Ás vezes, nós também, procuramos apenas a facilidade…fugimos do escuro…
Nesta Quaresma, queiramos estar dispostos a acolher Jesus que vem ao nosso encontro e nos ajuda a ver, para enfrentarmos com coragem a escuridão da nossa vida, e por isso é importante dizer:
“ EU CREIO SENHOR…E QUERO CAMINHAR COMO FILHO DA LUZ…”