sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

IV Domingo do Advento...

Ás vezes nós não temos esta capacidade de olhar para os outros, de estarmos atentos aos outros, de partilharmos com os outros o que temos em abundância e construirmos o reino de paz e amor…

As duas vizinhas e o reino de paz e amor

Alguém contava que havia duas vizinhas que viviam sempre em pé de guerra. Não podiam encontrar-se na rua que era discussão na certa.
Um dia depois de terem ido á missa em que o padre falava do reino de paz e amor em que todos partilhavam o que tinham em abundância…a Dona Maria decidiu falar com a Dona Laurinda.
Um dia encontrarem-se na rua, muito humildemente, disse dona Maria: -“ Ó Dona Laurinda, já há anos que andamos zangadas e sem nenhum motivo aparente. Eu proponho que façamos as pazes e vivamos nesse reino de paz e amor que o senhor padre falou no Domingo”.
A Dona Laurinda, estranhou a atitude da velha rival, e disse que iria pensar no caso. Pelo caminho foi matutando... “- Essa dona Maria não me engana, ela quer preparar alguma e eu não vou deixar. Vou mandar-lhe um presente para ver sua reacção”.
Chegou a casa, preparou uma bela cesta de presentes, cobrindo-a com um lindo papel, mas encheu-a de esterco de vaca. E pensava: "Eu adoraria ver a cara da dona Maria ao receber esse 'maravilhoso' presente. ". Mandou a empregada levar o presente a casa da rival, com um bilhete: "Aceito sua proposta de paz e para selarmos nosso compromisso, envio-te esse lindo presente".
Dona Maria estranhou o presente, mas não se exaltou. Pensou: “- Que ela está a propor com isso? Não quererá fazer as pazes? Bem….vou esquecer”. Algum tempo depois dona Laurinda atende a porta e recebe uma linda cesta de presentes coberta com um belo papel.
Pensou: - “É a vingança daquela asquerosa da Maria. Que será que ela me arranjou?”
Qual não foi a sua surpresa, ao abrir a cesta e ver um lindo arranjo das mais belas flores que podiam existir num jardim, e um cartão com a seguinte mensagem: "Estas flores é o que te ofereço em prova da minha amizade. Foram cultivadas com o esterco que me enviou e que proporcionou excelente adubo para meu jardim. Que bom este reino de paz e amor…Afinal, o padre tinha razão, cada um dá o que tem em abundância na sua vida".
Depois de tudo isto…era importante perguntarmos: De que maneira procuramos nós construir esse reino de paz e amor?
Maria deu-nos um exemplo….e nós não podemos esquecer que cada um dá o que tem em abundância na sua vida.

2 comentários:

Luiz Clédio Monteiro disse...

linda historia...
gostei mesmo

Pinhas disse...

PARA TODOS PAIS E MÃES e não só .......

Um dia, quando um homem chegou tarde a casa, cansado e irritado após um dia de trabalho, encontrou, esperando por si à porta, o seu filho de 5 anos.
- Papá, posso fazer-te uma pergunta?
- Claro que sim. O que é?
- Quanto ganhas numa hora?
- Isso não é da tua conta. Porque me perguntas isso?! - respondeu o homem, zangado.
- Só para saber. Por favor... diz lá... quanto ganhas numa hora? - perguntou novamente o miúdo.
- Bom... já que queres tanto saber, ganho 10 euros por hora.
- Oh! - suspirou o rapazinho, baixando a cabeça.
Passado um pouco, olhando para cima, perguntou:
- Papá, emprestas-me 5 euros?
O pai, furioso, respondeu:
- Se a razão de tu me teres perguntado isso, foi para me pedires dinheiro para brinquedos caros ou outro disparate qualquer, a resposta é não! E, de castigo, vais já para a cama. Vai pensando no menino egoísta que estás a ser.
A minha vida de trabalho é dura demais para eu perder tempo com os teus caprichos!
O rapazinho, cabisbaixo, dirigiu-se silenciosamente para o seu quarto e fechou a porta. Sentado na sala, o homem ficou a meditar sobre o comportamento do filho e ainda se irritou mais. Como se atrevia ele a fazer-lhe perguntas daquelas? Como é que, ainda tão novo, já se preocupava em arranjar dinheiro?
Passada mais ou menos uma hora, já mais calmo, o homem começou a ficar com remorsos da sua reacção. Talvez o filho precisasse mesmo de comprar qualquer coisa com os 5 euros. Afinal, nem era costume o miúdo pedir-lhe dinheiro.
Dirigiu-se ao quarto do filho e abriu devagarinho a porta.
- Já estás a dormir? Perguntou.
- Não, papá, ainda estou acordado. - respondeu o miúdo.
- Estive a pensar... Talvez tenha sido severo demais contigo? – disse o pai.
- Tive um longo e exaustivo dia e acabei por desabafar contigo. Toma lá os 5 euros que me pediste.
O rapazinho endireitou-se imediatamente na cama, sorrindo:
- Oh, papá! Obrigado!
E levantando a almofada, pegou num frasco cheio de moedas.
O pai, vendo que o rapaz afinal tinha dinheiro, começou novamente a ficar zangado. O filho começou lentamente a contar o dinheiro, até que olhou para o pai.
- Para que queres mais dinheiro se já tens aí esse? - resmungou o pai.
- Porque não tinha o suficiente. Agora já tenho! - respondeu o miúdo.
- Papá, agora já tenho 10 euros! Já posso comprar uma hora do teu tempo, não posso? Por favor, vem uma hora mais cedo amanhã. Gostava tanto de jantar contigo...

SEM MAIS COMENTÁRIOS...

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Vale a pena pensarmos nisto!

Também tenho andado com alguma falta de tempo!
CULPADO!!!

Um Santo e Feliz Natal...