Pois é…sem querer por vontade própria e ainda sem ter certeza de quem quis…encontro-me do outro lado de uma serra que poderia ter outro nome qualquer, mas pelo seu brilho, por tudo o que ela é deram-lhe o nome de Estrela.
Não sei se foi castigo, não fiz pecado grave, se foi necessidade, se foi apenas uma ideia caída do céu, como qualquer gota de chuva que logo desaparece, a verdade é que fui enviado para outro lado…o lado de cá, para os de cá ou o lado de lá para os de lá…e cá estou eu…o senhor Bispo tinha dito que era um problema grave…mas deve ter-se equivocado porque se ele achava que era tão grave já poderia ter pelo menos perguntado como decorreram as coisas na tomada de posse…ou mostrando algum apreço por este simples padre, que já vi que ele não tem, mas aguento porque o sentimento é recíproco…
Queria apenas partilhar as poucas palavras que usei para com os novos companheiros de caminho…não são minhas, mas quase as conheço de cor…
“Janeiro 12
«O que eu quero principalmente é que vivam felizes».
Não lhes disse talvez estas palavras, mas foi isto o que eu quis dizer. No sumário, pus assim: «Conversa amena com os rapazes». E pedi, mais que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos meus alunos: lealdade. Lealdade para comigo, e lealdade de cada um para cada outro. Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro: lealdade activa, que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos ou a rir só quando temos vontade (e então rir mesmo, porque não é lealdade deixar então de rir) ou a não ajudar falsamente o companheiro.
«Não sou, junto de vós, mais do que um camarada um bocadinho mais velho. Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei ou já esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras. Ensinar, não : falar delas. Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos».
Não acabei sem lhes fazer notar que «a aula é nossa». Que a todos cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez e não corte a palavra ao que está com ela. “
In “ diário – Sebastião da Gama”
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
Amar a cruz....
Mesmo em férias não podia deixar de partilhar esta...sinto-a....
Hoje somos convidados a olhar a cruz e mais a aprender a aceitá-la…os cristãos não são aqueles que rejeitam a cruz…os cristãos são aqueles que por acreditarem em Jesus Cristo ganham mais força para aceitar e carregar a cruz da vida.
Alguém contava que o Zé era uma dessas pessoas que fugia sempre que podia das dificuldades. Sempre procurava o caminho mais curto e cómodo. Era mestre em atalhos…( e lá diz o povo quem se mete por atalhos mete-se em trabalhos). Sofrimento era uma palavra que simplesmente não existia no dicionário do Zé. Tudo o que pudesse provocar algum tipo de desconforto era imediatamente colocado em segundo lugar. Coisas como: solidariedade, amor, desinteressado, humildade, perdão...
Um dia Zé morreu... Ao chegar no Céu encontrou São Pedro em frente a uma grande porta com uma imensa cruz de mais ou menos cinco metros. O Zé saudou o São Pedro e perguntou logo: “Qual o caminho mais curto para o céu?”
São Pedro respondeu: " Bem-vindo, Zé! A porta é esta mesma... Entra!"
O Zé entrou e viu uma longa escada, bastante estreita e pedregosa. E perguntou logo, como nos velhos tempos: Não há um caminho mais curto?
São Pedro respondeu com ternura e autoridade: "Não, Zé. O caminho é este. Todos os que entram no céu passam por aqui. E ainda deverás levar esta Cruz até lá. São apenas cinco quilómetros de caminhada."
O Zé olhou para a Cruz e pensou com seus botões: “Eu cá me arrajo. Agradeceu e saiu com sua Cruz em direcção ao Paraíso.
Caminhou um quilometro sem dificuldades. Foi então que viu um serrote esquecido no chão. Olhou ao redor, não viu ninguém e não resistindo a tentação, cortou um metro da Cruz.
Continuou o seu caminho mas levou o serrote. Mais um quilometro ... mais um metro cortado. Mais um quilometro ... cortou outro metro.
Quando faltava apenas cem metros para chegar no Céu só havia mais um metro da Cruz. E lá ia o Zé carregando a cruz sem dificuldade, como sempre fez durante toda sua vida. Foi então que aconteceu o inesperado. Para chegar até o Céu, seria necessário atravessar um precipício. A distância até a outra margem é de cinco metros. O Zé podia ver apenas um fogo intenso no fundo do precipício. Faltou coragem... ele não seria capaz de saltar tão longe. Desanimado, sentou-se. Lembrou-se então da oração do Anjo da Guarda que aprendera com sua avó.
Começou a rezar... e logo o Anjo da Guarda apareceu e perguntou: “ Olá Zé... de que é que estás á espera? A festa é lá no Céu !Porque é que estás aqui sentado?”
O Zé respondeu: “Cheguei até aqui, mas tenho medo do precipício.” O Anjo, então, exclamou: “ Ora, Zé usa a ponte!” –“ Que ponte?”... perguntou o Zé. E o Anjo respondeu: “Aquela que São Pedro te deu lá na entrada! A cruz, Zé?
E, Zé compreendendo o seu grande erro respondeu tristemente ao Anjo:
-“ Eu cortei!”…
Também nós ás vezes temos a tentação de cortar a nossa cruz para nos pesar menos…por isso precisamos de pedir a J.C. força e coragem não para evitar o peso da cruz mas para a sabermos abraçar e aceitar como nossa…afinal a cruz não é sinal de morte…é sinal de morte e Ressurreição…
Hoje somos convidados a olhar a cruz e mais a aprender a aceitá-la…os cristãos não são aqueles que rejeitam a cruz…os cristãos são aqueles que por acreditarem em Jesus Cristo ganham mais força para aceitar e carregar a cruz da vida.
Alguém contava que o Zé era uma dessas pessoas que fugia sempre que podia das dificuldades. Sempre procurava o caminho mais curto e cómodo. Era mestre em atalhos…( e lá diz o povo quem se mete por atalhos mete-se em trabalhos). Sofrimento era uma palavra que simplesmente não existia no dicionário do Zé. Tudo o que pudesse provocar algum tipo de desconforto era imediatamente colocado em segundo lugar. Coisas como: solidariedade, amor, desinteressado, humildade, perdão...
Um dia Zé morreu... Ao chegar no Céu encontrou São Pedro em frente a uma grande porta com uma imensa cruz de mais ou menos cinco metros. O Zé saudou o São Pedro e perguntou logo: “Qual o caminho mais curto para o céu?”
São Pedro respondeu: " Bem-vindo, Zé! A porta é esta mesma... Entra!"
O Zé entrou e viu uma longa escada, bastante estreita e pedregosa. E perguntou logo, como nos velhos tempos: Não há um caminho mais curto?
São Pedro respondeu com ternura e autoridade: "Não, Zé. O caminho é este. Todos os que entram no céu passam por aqui. E ainda deverás levar esta Cruz até lá. São apenas cinco quilómetros de caminhada."
O Zé olhou para a Cruz e pensou com seus botões: “Eu cá me arrajo. Agradeceu e saiu com sua Cruz em direcção ao Paraíso.
Caminhou um quilometro sem dificuldades. Foi então que viu um serrote esquecido no chão. Olhou ao redor, não viu ninguém e não resistindo a tentação, cortou um metro da Cruz.
Continuou o seu caminho mas levou o serrote. Mais um quilometro ... mais um metro cortado. Mais um quilometro ... cortou outro metro.
Quando faltava apenas cem metros para chegar no Céu só havia mais um metro da Cruz. E lá ia o Zé carregando a cruz sem dificuldade, como sempre fez durante toda sua vida. Foi então que aconteceu o inesperado. Para chegar até o Céu, seria necessário atravessar um precipício. A distância até a outra margem é de cinco metros. O Zé podia ver apenas um fogo intenso no fundo do precipício. Faltou coragem... ele não seria capaz de saltar tão longe. Desanimado, sentou-se. Lembrou-se então da oração do Anjo da Guarda que aprendera com sua avó.
Começou a rezar... e logo o Anjo da Guarda apareceu e perguntou: “ Olá Zé... de que é que estás á espera? A festa é lá no Céu !Porque é que estás aqui sentado?”
O Zé respondeu: “Cheguei até aqui, mas tenho medo do precipício.” O Anjo, então, exclamou: “ Ora, Zé usa a ponte!” –“ Que ponte?”... perguntou o Zé. E o Anjo respondeu: “Aquela que São Pedro te deu lá na entrada! A cruz, Zé?
E, Zé compreendendo o seu grande erro respondeu tristemente ao Anjo:
-“ Eu cortei!”…
Também nós ás vezes temos a tentação de cortar a nossa cruz para nos pesar menos…por isso precisamos de pedir a J.C. força e coragem não para evitar o peso da cruz mas para a sabermos abraçar e aceitar como nossa…afinal a cruz não é sinal de morte…é sinal de morte e Ressurreição…
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Até logo...
Aqui há cerca de sete anos, na tomada de posse, eu dizia-vos:
O poeta afirma : “ Deus quer, o homem sonha, a obra nasce...!”
-Deus quer que todos os homens se salvem, que um dia todos possam estar na Sua presença, por isso nos diz :” Vinde a Mim!”- é que ninguém pode ser salvo sem ser por Deus e para tal enviou-nos Jesus Cristo.
-O homem sonha com a salvação...
O homem vive e idealiza as suas metas e os seus ideais, esses ideais ajudam a dar verdadeiro sentido à vida, à salvação...
-A obra nasce
A obra que surgirá é o fruto da vontade de Deus com os ideais do homem, se nós quisermos a vontade de Deus...
Deus assim quer, que o homem não tenha medo de sonhar e a obra surgirá...
Hoje ao terminar este ciclo de sete anos convosco quero contar-vos a história que mais me marcou e a primeira que contei, por que me ajudou a ver que Deus quer sempre…sonhar é essencial e a obra que irá surgir não é a nossa mas a de Jesus Cristo. Somos convidados a descobrir cada vez mais aquilo que é essencial para a nossa caminhada, aquilo que é mais importante.
Alguém contava que Um dia, um dos maiores professores da Universidade, candidato ao Prémio Nobel da Paz, famoso em todo o mundo, chegou às margens de um lago. Pediu ao pescador que o levasse a dar um passeio na sua barca. O homem aceitou. E quando já estavam longe das margens do lago, o sábio professor começou a interrogar o pescador:
-Sabes História ?
-Não, História não sei.
-Então um quarto da tua vida está perdido.
E o pescador continuava a remar para passear o professor. O professor pergunta:
-Sabes Matemática ?
-Não, Matemática também não sei.
-Então dois quartos da tua vida estão perdidos.
E o pescador ia continuando a remar...
-Sabes Ciências ?
-Não, também não sei.
-Então três quartos da tua vida estão perdidos.
Já em alto mar, levantou-se uma tempestade. O barco começou a baloiçar. Um vendaval muito forte. Gritando, o pescador perguntou ao professor:
-Sabe nadar ?
-Não.
-Então, toda a sua vida está perdida.”
É um dever nosso e uma obrigação de todos, tentar descobrir o que é essencial e o mais importante só pode ser J.C.
Obrigado pelo que me ensinaram...parto muito mais rico...
P.S. Meus amigos estas coisas são coisas da vida...o facto de ter de partir faz parte e que a minha partida seja para que outros sejam ainda mais felizes...alguém dizia:" Se tens de partir, parte e não olhes para trás. Porque podes ver os amigos a chorar, e vais querer ficar; e podes ver os inimogos a sorrir e ficas envergonhado."
"Parto sem saber
Sem saber se sou capaz
Deixo tudo para trás
E vou p'ra longe..."
...e para ja este cantinho encerra aqui também um ciclo...Despedida? Não sei...para já é um até logo...
O poeta afirma : “ Deus quer, o homem sonha, a obra nasce...!”
-Deus quer que todos os homens se salvem, que um dia todos possam estar na Sua presença, por isso nos diz :” Vinde a Mim!”- é que ninguém pode ser salvo sem ser por Deus e para tal enviou-nos Jesus Cristo.
-O homem sonha com a salvação...
O homem vive e idealiza as suas metas e os seus ideais, esses ideais ajudam a dar verdadeiro sentido à vida, à salvação...
-A obra nasce
A obra que surgirá é o fruto da vontade de Deus com os ideais do homem, se nós quisermos a vontade de Deus...
Deus assim quer, que o homem não tenha medo de sonhar e a obra surgirá...
Hoje ao terminar este ciclo de sete anos convosco quero contar-vos a história que mais me marcou e a primeira que contei, por que me ajudou a ver que Deus quer sempre…sonhar é essencial e a obra que irá surgir não é a nossa mas a de Jesus Cristo. Somos convidados a descobrir cada vez mais aquilo que é essencial para a nossa caminhada, aquilo que é mais importante.
Alguém contava que Um dia, um dos maiores professores da Universidade, candidato ao Prémio Nobel da Paz, famoso em todo o mundo, chegou às margens de um lago. Pediu ao pescador que o levasse a dar um passeio na sua barca. O homem aceitou. E quando já estavam longe das margens do lago, o sábio professor começou a interrogar o pescador:
-Sabes História ?
-Não, História não sei.
-Então um quarto da tua vida está perdido.
E o pescador continuava a remar para passear o professor. O professor pergunta:
-Sabes Matemática ?
-Não, Matemática também não sei.
-Então dois quartos da tua vida estão perdidos.
E o pescador ia continuando a remar...
-Sabes Ciências ?
-Não, também não sei.
-Então três quartos da tua vida estão perdidos.
Já em alto mar, levantou-se uma tempestade. O barco começou a baloiçar. Um vendaval muito forte. Gritando, o pescador perguntou ao professor:
-Sabe nadar ?
-Não.
-Então, toda a sua vida está perdida.”
É um dever nosso e uma obrigação de todos, tentar descobrir o que é essencial e o mais importante só pode ser J.C.
Obrigado pelo que me ensinaram...parto muito mais rico...
P.S. Meus amigos estas coisas são coisas da vida...o facto de ter de partir faz parte e que a minha partida seja para que outros sejam ainda mais felizes...alguém dizia:" Se tens de partir, parte e não olhes para trás. Porque podes ver os amigos a chorar, e vais querer ficar; e podes ver os inimogos a sorrir e ficas envergonhado."
"Parto sem saber
Sem saber se sou capaz
Deixo tudo para trás
E vou p'ra longe..."
...e para ja este cantinho encerra aqui também um ciclo...Despedida? Não sei...para já é um até logo...
domingo, 24 de agosto de 2008
" E tu quem dizes que Eu Sou?"
A nossa fé tem altos e baixos… tal como a fé de Pedro. Será que, mesmo com estes altos e baixos, procuramos gerir bem esse tesouro precioso que o Pai coloca sob nossa administração, aumentando-o e colocando-o à disposição dos irmãos que, o mesmo é dizer, fazendo-o voltar ao Pai, de quem são todas as coisas (ver 2.ª leitura)?
Na verdade nós deveríamos ser verdadeiros administradores dos bens concedidos por Deus…melhor deveríamos ser especialistas na gestão das competências de cada baptizado…e o especialista é aquele que é conhecedor, perito…
Perante a pergunta de Jesus, nós não devemos responder com palavras dos outros, mas como quem realmente é entendido…
Alguém contava que um dia um barco que transportava uma carga muito importante ia em alto mar quando o motor parou. Uma viagem de alta prioridade, rodeada de tantos cuidados. Imediatamente, o comandante mandou chamar o técnico do porto mais próximo. Trabalhou durante uma semana, sem resultados. Chamaram o melhor engenheiro naval do país mais próximo. O engenheiro naval trabalhou três dias inteiros, sem descanso, e nada. O navio continuava enguiçado. A empresa de navegação chamou então o maior especialista do mundo em construção daquele tipo de motor. Ele chegou, olhou pormenorizadamente a casa de máquinas, ouviu o barulho do vapor, apalpou os tubos e, abriu a sua pasta, tirou um pequeno martelo, deu uma martelada numa válvula vermelha que estava meio solta e guardou o martelo na pasta. Mandou por o motor a trabalhar e tudo funcionou normalmente.
Chegaram as contas ao escritório da empresa de navegação. Por uma semana de trabalho, o técnico cobrou 700 euros, 100 por dia. O engenheiro naval, por três dias de trabalho, cobrou 900 euros, 300 por dia. E o especialista, por sua vez, cobrou 10 mil euros pelo serviço.
A direcção da empresa naval achou que era um exagero e pediu uma factura detalhada.
O especialista enviou para a empresa os custos discriminados, da seguinte forma: - Para dar a martelada: 1 euro. - Para saber onde bater com o martelo: 9.999 euros.
A verdade é que nós ás vezes somos apenas meros administradores…e o que importante não é apenas o receber o baptismo, porque podemos receber o baptismo e responder mal á pergunta colocada por Jesus…
O importante e o grande desafio para todos é o sabermos assumir o baptismo e os seus compromissos…e respondermos como quem é realmente entendido na matéria: “ E tu quem dizes que Eu Sou???
Na verdade nós deveríamos ser verdadeiros administradores dos bens concedidos por Deus…melhor deveríamos ser especialistas na gestão das competências de cada baptizado…e o especialista é aquele que é conhecedor, perito…
Perante a pergunta de Jesus, nós não devemos responder com palavras dos outros, mas como quem realmente é entendido…
Alguém contava que um dia um barco que transportava uma carga muito importante ia em alto mar quando o motor parou. Uma viagem de alta prioridade, rodeada de tantos cuidados. Imediatamente, o comandante mandou chamar o técnico do porto mais próximo. Trabalhou durante uma semana, sem resultados. Chamaram o melhor engenheiro naval do país mais próximo. O engenheiro naval trabalhou três dias inteiros, sem descanso, e nada. O navio continuava enguiçado. A empresa de navegação chamou então o maior especialista do mundo em construção daquele tipo de motor. Ele chegou, olhou pormenorizadamente a casa de máquinas, ouviu o barulho do vapor, apalpou os tubos e, abriu a sua pasta, tirou um pequeno martelo, deu uma martelada numa válvula vermelha que estava meio solta e guardou o martelo na pasta. Mandou por o motor a trabalhar e tudo funcionou normalmente.
Chegaram as contas ao escritório da empresa de navegação. Por uma semana de trabalho, o técnico cobrou 700 euros, 100 por dia. O engenheiro naval, por três dias de trabalho, cobrou 900 euros, 300 por dia. E o especialista, por sua vez, cobrou 10 mil euros pelo serviço.
A direcção da empresa naval achou que era um exagero e pediu uma factura detalhada.
O especialista enviou para a empresa os custos discriminados, da seguinte forma: - Para dar a martelada: 1 euro. - Para saber onde bater com o martelo: 9.999 euros.
A verdade é que nós ás vezes somos apenas meros administradores…e o que importante não é apenas o receber o baptismo, porque podemos receber o baptismo e responder mal á pergunta colocada por Jesus…
O importante e o grande desafio para todos é o sabermos assumir o baptismo e os seus compromissos…e respondermos como quem é realmente entendido na matéria: “ E tu quem dizes que Eu Sou???
domingo, 17 de agosto de 2008
Todos importantes...para a Salvação...
O convite que Deus nos faz é que vejamos em cada pessoa um irmão, independentemente das diferenças de cor da pele, de nacionalidade, de língua ou de valores.
Ás vezes nós, julgamo-nos únicos e ninguém é melhor do que nós…descriminamos com facilidade os outros, não deixamos que os outros façam aquilo que fazemos porque eles não sabem fazer como nós e podemos ficar mal vistos…
Alguém contava que um senhor doutor, um homem entendido em diversas matérias era muito convidado para discursar, em muitos locais. O seu condutor particular acompanhava-o sempre. Escutava-o a ler e reler as suas conferências na viagem, escutava sempre as suas conferências no fundo da sala.
Até que no final de uma conferência, na viagem de regresso, disse: “ Senhor doutor, um dia destes, eu já podia fazer a conferência tal e qual como o senhor a faz. Eu já sei o que o senhor diz de cor e salteado.” O doutor só respondia é claro é muito fácil. Um dia destes trocamos de lugar…” Mas ficava sempre a pensar mal do seu condutor…Mas é claro vinha a nova conferência o condutor ouvia o doutor a ler e reler e assistia no fundo da sala, mas nunca o doutor deixaria o condutor fazer a conferência…mas o condutor insistia (como a mulher do evangelho, a cananeia) …no fim de cada conferência o condutor insistia sempre…o doutor sempre com medo mas para o calar lá ia sempre dizendo que sim…
Um dia o condutor insistiu antes da conferência e o doutor sem papas na língua concordou e disse: “ Para o carro e passa para aqui…troquemos de gravata…hoje és tu quem irá fazer esta conferência.”
Para espanto do doutor que assistia no fundo da sala à conferência, o condutor até se estava a sair muito bem…mas terminou a conferência e veio a parte mais difícil…as perguntas.
Alguém coloca uma pergunta muito complicada ao que o condutor diz: “ Meus amigos, essa pergunta que me colocam é tão fácil que até o meu condutor que se encontra no fundo desta sala sabe responder…
A Palavra de Deus hoje mostra-nos exactamente isto, a salvação de Deus é aberta a todos os povos, por isso também a Igreja se deve abrir cada vez mais a todos…somos todos importantes e ninguém é insubstituível…como o condutor que provou ser tão esperto como o doutor…
Ás vezes nós, julgamo-nos únicos e ninguém é melhor do que nós…descriminamos com facilidade os outros, não deixamos que os outros façam aquilo que fazemos porque eles não sabem fazer como nós e podemos ficar mal vistos…
Alguém contava que um senhor doutor, um homem entendido em diversas matérias era muito convidado para discursar, em muitos locais. O seu condutor particular acompanhava-o sempre. Escutava-o a ler e reler as suas conferências na viagem, escutava sempre as suas conferências no fundo da sala.
Até que no final de uma conferência, na viagem de regresso, disse: “ Senhor doutor, um dia destes, eu já podia fazer a conferência tal e qual como o senhor a faz. Eu já sei o que o senhor diz de cor e salteado.” O doutor só respondia é claro é muito fácil. Um dia destes trocamos de lugar…” Mas ficava sempre a pensar mal do seu condutor…Mas é claro vinha a nova conferência o condutor ouvia o doutor a ler e reler e assistia no fundo da sala, mas nunca o doutor deixaria o condutor fazer a conferência…mas o condutor insistia (como a mulher do evangelho, a cananeia) …no fim de cada conferência o condutor insistia sempre…o doutor sempre com medo mas para o calar lá ia sempre dizendo que sim…
Um dia o condutor insistiu antes da conferência e o doutor sem papas na língua concordou e disse: “ Para o carro e passa para aqui…troquemos de gravata…hoje és tu quem irá fazer esta conferência.”
Para espanto do doutor que assistia no fundo da sala à conferência, o condutor até se estava a sair muito bem…mas terminou a conferência e veio a parte mais difícil…as perguntas.
Alguém coloca uma pergunta muito complicada ao que o condutor diz: “ Meus amigos, essa pergunta que me colocam é tão fácil que até o meu condutor que se encontra no fundo desta sala sabe responder…
A Palavra de Deus hoje mostra-nos exactamente isto, a salvação de Deus é aberta a todos os povos, por isso também a Igreja se deve abrir cada vez mais a todos…somos todos importantes e ninguém é insubstituível…como o condutor que provou ser tão esperto como o doutor…
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Fazei o que Ele vos disser...
Maria caminha connosco, e nesta caminhada ela vai dizendo: “Fazei o que Ele vos disser”. Será que prestamos atenção ás suas palavras?
Alguém contava que um dia o mestre e o discípulo caminhavam por uma calçada em que as pedras eram irregulares. O mestre ia sempre a dizer: “ Vê onde pões os pés”. Mas o discípulo distraído ás duas por três lá tropeçava noutra pedra que estava mais alta que as outras. Chegaram ao fim da aldeia e iniciam o caminho de regresso. O discípulo de vez em quando olhava as pessoas com que se cruzava, os pássaros que passavam lá tropeçava outra vez.
Quando chegam a casa o discípulo diz ao mestre: “ Mestre hoje o senhor não me ensinou nada”
- Ensinei sim, - responde o mestre - Tentei ensinar que no caminho da vida não se pode caminhar distraído. Mas tu nunca fizeste o que eu te disse. Já reparaste que no caminho de ida e volta caíste exactamente nos mesmos lugares e não me ouviste a dizer: Vê onde pões os pés.”
Também na nossa vida ás vezes tropeçamos: no trabalho, no relacionamento de uns com os outros, na família, na vida do dia-a-dia…
Nós até podemos pedir a Maria que interceda por nós. Mas quando ela nos diz: “ Fazei o que Ele vos disser”…
Será que nós fazemos mesmo? Ou não damos atenção e distraímo-nos com tantas coisas…
Façamos votos para rezarmos por Maria, como Maria e com Maria e perguntemos no nosso intimo: “ O que é que Ele neste momento me está a querer dizer?”
Alguém contava que um dia o mestre e o discípulo caminhavam por uma calçada em que as pedras eram irregulares. O mestre ia sempre a dizer: “ Vê onde pões os pés”. Mas o discípulo distraído ás duas por três lá tropeçava noutra pedra que estava mais alta que as outras. Chegaram ao fim da aldeia e iniciam o caminho de regresso. O discípulo de vez em quando olhava as pessoas com que se cruzava, os pássaros que passavam lá tropeçava outra vez.
Quando chegam a casa o discípulo diz ao mestre: “ Mestre hoje o senhor não me ensinou nada”
- Ensinei sim, - responde o mestre - Tentei ensinar que no caminho da vida não se pode caminhar distraído. Mas tu nunca fizeste o que eu te disse. Já reparaste que no caminho de ida e volta caíste exactamente nos mesmos lugares e não me ouviste a dizer: Vê onde pões os pés.”
Também na nossa vida ás vezes tropeçamos: no trabalho, no relacionamento de uns com os outros, na família, na vida do dia-a-dia…
Nós até podemos pedir a Maria que interceda por nós. Mas quando ela nos diz: “ Fazei o que Ele vos disser”…
Será que nós fazemos mesmo? Ou não damos atenção e distraímo-nos com tantas coisas…
Façamos votos para rezarmos por Maria, como Maria e com Maria e perguntemos no nosso intimo: “ O que é que Ele neste momento me está a querer dizer?”
domingo, 10 de agosto de 2008
No medo...salva-me Senhor...
Se nós pensarmos bem, é verdade que na vida temos muito medo…medo que vivemos de tantas e diversas maneiras: medo do escuro, medo de arriscar, medo de errar, medo de dizer a verdade para não magoar, medo até de comunicar, de falar, dialogar…
Alguém contava que um casal, depois de uma violenta discussão, ambos deixaram de falar um com o outro. Passaram a ter medo de dizer o que sentiam e pensavam…Só o faziam através de bilhetinhos, sempre que necessário. Mas este silêncio tornava-se cada vez mais enervante.
Então o marido pensou uma estratégia para acabar com essa situação tão desagradável. Inventou uma viagem e ao deitar-se pôs num bilhete na mesa de cabeceira da sua esposa:
«Amanhã vou viajar para longe. Numa viagem de negócios importante, acorda-me, por favor, às cinco horas da manhã». Nervoso como estava, teve dificuldade em adormecer. Quando acordou, já era dia e o relógio marcava oito horas. Esfregou os olhos e olhou para a sua mesa de cabeceira.
Encontrou lá um bilhete que dizia: «São cinco horas. Levanta-te!» Ele soltou uma grande gargalhada e a esposa, ao seu lado, também.
E tudo voltou à normalidade.
Ás vezes nós na vida também parece que temos medo de falar, de comunicar…podemos ter medo de muitas coisas mas a comunicação é que faz com que nós sejamos mais pessoa, porque comunicamos o que sentimos, pensamos…
É engraçado como Deus Se comunica através da brisa suave…é engraçado como Pedro apesar dos medos todos, sente que há ainda uma esperança e por isso grita, fala: “ Salva-me Senhor”…Como Pedro também nós devíamos ter esta coragem, de falar, de gritar de comunicar com Deus…nem que seja apenas a dizer-lhe: “ Salva-me Senhor”…
Alguém contava que um casal, depois de uma violenta discussão, ambos deixaram de falar um com o outro. Passaram a ter medo de dizer o que sentiam e pensavam…Só o faziam através de bilhetinhos, sempre que necessário. Mas este silêncio tornava-se cada vez mais enervante.
Então o marido pensou uma estratégia para acabar com essa situação tão desagradável. Inventou uma viagem e ao deitar-se pôs num bilhete na mesa de cabeceira da sua esposa:
«Amanhã vou viajar para longe. Numa viagem de negócios importante, acorda-me, por favor, às cinco horas da manhã». Nervoso como estava, teve dificuldade em adormecer. Quando acordou, já era dia e o relógio marcava oito horas. Esfregou os olhos e olhou para a sua mesa de cabeceira.
Encontrou lá um bilhete que dizia: «São cinco horas. Levanta-te!» Ele soltou uma grande gargalhada e a esposa, ao seu lado, também.
E tudo voltou à normalidade.
Ás vezes nós na vida também parece que temos medo de falar, de comunicar…podemos ter medo de muitas coisas mas a comunicação é que faz com que nós sejamos mais pessoa, porque comunicamos o que sentimos, pensamos…
É engraçado como Deus Se comunica através da brisa suave…é engraçado como Pedro apesar dos medos todos, sente que há ainda uma esperança e por isso grita, fala: “ Salva-me Senhor”…Como Pedro também nós devíamos ter esta coragem, de falar, de gritar de comunicar com Deus…nem que seja apenas a dizer-lhe: “ Salva-me Senhor”…
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