O “homem com um espírito impuro” representa todos os homens e mulheres, de todas as épocas, cujas vidas são controladas por esquemas de egoísmo, de orgulho, de medo, de exploração, de exclusão, de injustiça, de ódio, de violência, de pecado. É essa humanidade prisioneira de uma cultura de morte, que percorre um caminho à margem de Deus e das suas propostas, que aposta em valores escravizantes ou que procura a vida em propostas falíveis. O Evangelho de hoje garante-nos, porém, que Deus não desistiu da humanidade, que Ele não se conforma com o facto de os homens trilharem caminhos de escravidão, e que insiste em oferecer a todos a vida plena.
Nestes tempos que são difíceis, ás vezes temos a tentação de perguntar porque é que Deus não nos ajuda, será que se esqueceu de nós?
Alguém contava que um homem regressava a casa com o seu filhito e o garoto vinha carregado com um molho de lenha. Alguém que passava dizia: “Que vergonha, carregar assim a criança com um molho de lenha!”
Ao que a criança responde: “ Não. Meu pai só me deu o molho que eu posso transportar…eu sei que ele gosta de mim…”
Deus connosco faz a mesma coisa…
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
O Baptismo...missão (im)possivel...

No dia do nosso baptismo recebemos uma mensagem…como no filme missão impossível que terminava a dizer :"esta é a tua missão se a aceitares"…hoje é importante perguntar…depois de tantos anos, será que aceitei a missão???
Ah...pois...se calhar não me lembro desse dia...se calhar nem sei que dia foi...se calhar não me quero lembrar...há coisas mais importantes...
Já agora...em que dia fui baptizado?
“É mais importante a capela onde fui baptizado que a Catedral onde fui coroado”
São Luís de França
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Nós não nascemos para ir para o lixo...
(Adaptado Pe Leo)
Hoje queria falar-vos do papel higiénico…alguém dizia que é o objecto mais orgulhoso á face da terra…alguém fez uma pesquisa sobre o papel higiénico…
Vamos a um supermercado e onde encontramos o papel higiénico? Numa ala exclusiva, numa prateleira só dele…empacotado…com 2, 4, 6, 8,12,24 rolos…Quando o colocamos no carrinho das compras, ele tem o seu lugar próprio, ás vezes até o colocamos no compartimento sozinho, porque ele é orgulhoso…Quando vemos alguém a passar com o carrinho o que se vê melhor? O papel higiénico, é como se ele andasse a passear…quando vamos pagar na caixa, nós nem o misturamos com as latas e o resto das compras, na caixa ele passa sozinho, nem o colocamos no mesmo saco. Colocamos as compras no carro, colocamos tudo por baixo e o papel higiénico vai por cima, como se ele fosse superior. Chegamos a casa e o papel higiénico tem um sitio próprio, é o seu cantinho é só dele. Depois chega a hora de ele ir para o seu trono, um trono lindo onde ele vai ficar arrumado, ás vezes prateado outras vezes com acrílico para enfeitar…como é importante o papel higiénico…algum papel até se diz que é perfumado…não se sabe quem picotou o papel higiénico e porque razão só picotaram um pedaço tão pequenino…devia ser maior…mas logo chega o seu grande momento…e depois de usado até temos nojo do nosso próprio papel higiénico e atiramo-lo no lixo…tanto orgulho, tanta importância para acabar no lixo…
Pois precisamos de aprender que na vida, não podemos ser como o papel higiénico…é preciso sabermos que o mundo gosta de nós como nós gostamos do papel higiénico, e no momento em que o mundo não precisa de nós faz exactamente connosco o que nós fizemos com o papel higiénico…querem-nos pôr no lixo…
Nós não nascemos para ir para o lixo…a segunda leitura diz: “ Caríssimo; manifestou-se a graça de Deus…Jesus Cristo que se entregou por nós para nos resgatar de toda a iniquidade e preparar para Si mesmo um povo purificado…” Nós somos este povo purificado…
“Não Temais” - diz o evangelho – “nasceu-vos hoje um Salvador”…nós não nascemos para ir para o lixo…porque somos amados por Deus…por isso devemos é cantar: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados…”
A lição do presépio é grande…Jesus até nasceu numa manjedoura, mas foi grande a sua missão…
Hoje queria falar-vos do papel higiénico…alguém dizia que é o objecto mais orgulhoso á face da terra…alguém fez uma pesquisa sobre o papel higiénico…
Vamos a um supermercado e onde encontramos o papel higiénico? Numa ala exclusiva, numa prateleira só dele…empacotado…com 2, 4, 6, 8,12,24 rolos…Quando o colocamos no carrinho das compras, ele tem o seu lugar próprio, ás vezes até o colocamos no compartimento sozinho, porque ele é orgulhoso…Quando vemos alguém a passar com o carrinho o que se vê melhor? O papel higiénico, é como se ele andasse a passear…quando vamos pagar na caixa, nós nem o misturamos com as latas e o resto das compras, na caixa ele passa sozinho, nem o colocamos no mesmo saco. Colocamos as compras no carro, colocamos tudo por baixo e o papel higiénico vai por cima, como se ele fosse superior. Chegamos a casa e o papel higiénico tem um sitio próprio, é o seu cantinho é só dele. Depois chega a hora de ele ir para o seu trono, um trono lindo onde ele vai ficar arrumado, ás vezes prateado outras vezes com acrílico para enfeitar…como é importante o papel higiénico…algum papel até se diz que é perfumado…não se sabe quem picotou o papel higiénico e porque razão só picotaram um pedaço tão pequenino…devia ser maior…mas logo chega o seu grande momento…e depois de usado até temos nojo do nosso próprio papel higiénico e atiramo-lo no lixo…tanto orgulho, tanta importância para acabar no lixo…
Pois precisamos de aprender que na vida, não podemos ser como o papel higiénico…é preciso sabermos que o mundo gosta de nós como nós gostamos do papel higiénico, e no momento em que o mundo não precisa de nós faz exactamente connosco o que nós fizemos com o papel higiénico…querem-nos pôr no lixo…
Nós não nascemos para ir para o lixo…a segunda leitura diz: “ Caríssimo; manifestou-se a graça de Deus…Jesus Cristo que se entregou por nós para nos resgatar de toda a iniquidade e preparar para Si mesmo um povo purificado…” Nós somos este povo purificado…
“Não Temais” - diz o evangelho – “nasceu-vos hoje um Salvador”…nós não nascemos para ir para o lixo…porque somos amados por Deus…por isso devemos é cantar: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados…”
A lição do presépio é grande…Jesus até nasceu numa manjedoura, mas foi grande a sua missão…
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Os padres também vão ser avaliados…

Em tempos de crise, em que tudo anda em crise e em que a crise anda em tudo…a crise chega a todo o lado…
É verdade que os tempos modernos trazem um pouco de tudo á mistura…quando aqui há alguns tempos atrás se dizia que este governo estava a tirar-nos os valores, ninguém acreditava porque afinal até mexeu com coisas importantes…foi a moral nas escolas, depois as cruzes, depois a concordata…enfim…mais será daquilo que se lembrem…e os senhores bispos com sorriso na cara até vão concordando…
Olho com algum entusiasmo para a luta que os professores têm vindo a travar, para trazerem ao de cima os seus direitos…não sei bem de que lado está a razão mas o certo é que não se calam…lutam…esforçam-se por mostrar o seu ponto de vista…
Por outro lado vejo agora o que se passa na Igreja…está a chegar o tempo em que se mostra a simpatia por este governo até porque ao que parece também a Igreja vai adoptar um certo tipo de sistema para avaliar os sacerdotes…não se sabe ao certo qual é o documento nem como é o documento…mas parece que o critério será bastante influenciado pelas contas (euros) a cadeira que os padres em tempo de seminário menos aprofundaram…a matemática e a economia…não sei se será isto tudo com uma finalidade pedagógica…sempre se podem inscrever nalgum curso ad hoc…mas voltando ao assunto em causa…
Os padres serão avaliados mostrando a sua grande qualidade na administração paroquial…concerteza os que derem maiores provas depois poderão “ progredir na carreira” chegarão a grandes Vigários…terão melhores Paróquias…e muito provavelmente aqueles que não mostrarem que são bons administradores…das duas uma…ou lhes tiram as paróquias, ou terão de fazer uma formação especial…Até porque segundo consta será criado um ministério das finanças a nível diocesano…este ministério além de rever e aprovar as contas paroquiais e reter uma percentagem com boa intenção diocesana…irá também rever e aprovar as contas pessoais dos sacerdotes e vão reter um por cento (não se sabe bem do que)…e continuo a dizer olho para a esquerda e vejo o entusiasmo da luta dos professores, olho para a direita e gostava de ver o entusiasmo da luta dos padres…vamos calando e vamos carregando a cruz…unidos á paixão de Cristo…bem não tarda muito vou ter de refazer o curso teológico outra vez…ou então não…sempre posso ser engenheiro e trabalhar na construção do Reino…
sábado, 15 de novembro de 2008
Uma Igreja morta???
Alguém contava, que uma paróquia estava em situação muito difícil, as pessoas zangavam-se com facilidade, familiares que não se falavam, divisões que eram criadas, a catequese andava mal, á Igreja iam cada vez tendo menos pessoas, todos se sentiam desmotivados. Era preciso fazer algo para reverter o caos. Mas ninguém queria assumir nada.
O pároco andava preocupado mas ninguém colaborava com ele. Ninguém se queria chatear…
Um dia, as pessoas deram conta de um folheto que estava em várias vitrinas da paróquia e que dizia: “Faleceu ontem a pessoa que nada fez pela comunidade… antes pelo contrário…ela contribuiu para a queda da comunidade…quem quiser está convidado para o seu velório, amanhã na Igreja pelas 16.00”…
No início, todos se entristeceram, afinal era a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava a prejudicar a paróquia...
No dia seguinte ás 16.00 horas a Igreja estava cheia. O sacerdote começou a cerimónias com a urna fechada, a dada altura disse: “ Quem quiser prestar a sua última homenagem, pode fazê-lo agora ordenadamente e em silêncio”. Todos estavam curiosos…
Um a um, os paroquianos aproximavam-se do caixão, olhavam para dentro do caixão e engoliam em seco, ficando no mais absoluto silêncio como se tivessem sido atingidos no fundo da alma.
Dentro do caixão estava apenas um espelho…cada um via a sua própria imagem...
Pensemos:
Só existe uma pessoa capaz de limitar o seu próprio crescimento: eu mesmo.
Eu sou a única pessoa que pode fazer a revolução da minha vida.
Eu sou a única pessoa que pode prejudicar a minha vida. Eu sou a única pessoa que se pode ajudar a si mesmo.
É dentro do meu coração que encontro a solução. O resto são desculpas.
O pároco andava preocupado mas ninguém colaborava com ele. Ninguém se queria chatear…
Um dia, as pessoas deram conta de um folheto que estava em várias vitrinas da paróquia e que dizia: “Faleceu ontem a pessoa que nada fez pela comunidade… antes pelo contrário…ela contribuiu para a queda da comunidade…quem quiser está convidado para o seu velório, amanhã na Igreja pelas 16.00”…
No início, todos se entristeceram, afinal era a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava a prejudicar a paróquia...
No dia seguinte ás 16.00 horas a Igreja estava cheia. O sacerdote começou a cerimónias com a urna fechada, a dada altura disse: “ Quem quiser prestar a sua última homenagem, pode fazê-lo agora ordenadamente e em silêncio”. Todos estavam curiosos…
Um a um, os paroquianos aproximavam-se do caixão, olhavam para dentro do caixão e engoliam em seco, ficando no mais absoluto silêncio como se tivessem sido atingidos no fundo da alma.
Dentro do caixão estava apenas um espelho…cada um via a sua própria imagem...
Pensemos:
Só existe uma pessoa capaz de limitar o seu próprio crescimento: eu mesmo.
Eu sou a única pessoa que pode fazer a revolução da minha vida.
Eu sou a única pessoa que pode prejudicar a minha vida. Eu sou a única pessoa que se pode ajudar a si mesmo.
É dentro do meu coração que encontro a solução. O resto são desculpas.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Nova vida novo desafio…
Pois é…sem querer por vontade própria e ainda sem ter certeza de quem quis…encontro-me do outro lado de uma serra que poderia ter outro nome qualquer, mas pelo seu brilho, por tudo o que ela é deram-lhe o nome de Estrela.
Não sei se foi castigo, não fiz pecado grave, se foi necessidade, se foi apenas uma ideia caída do céu, como qualquer gota de chuva que logo desaparece, a verdade é que fui enviado para outro lado…o lado de cá, para os de cá ou o lado de lá para os de lá…e cá estou eu…o senhor Bispo tinha dito que era um problema grave…mas deve ter-se equivocado porque se ele achava que era tão grave já poderia ter pelo menos perguntado como decorreram as coisas na tomada de posse…ou mostrando algum apreço por este simples padre, que já vi que ele não tem, mas aguento porque o sentimento é recíproco…
Queria apenas partilhar as poucas palavras que usei para com os novos companheiros de caminho…não são minhas, mas quase as conheço de cor…
“Janeiro 12
«O que eu quero principalmente é que vivam felizes».
Não lhes disse talvez estas palavras, mas foi isto o que eu quis dizer. No sumário, pus assim: «Conversa amena com os rapazes». E pedi, mais que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos meus alunos: lealdade. Lealdade para comigo, e lealdade de cada um para cada outro. Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro: lealdade activa, que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos ou a rir só quando temos vontade (e então rir mesmo, porque não é lealdade deixar então de rir) ou a não ajudar falsamente o companheiro.
«Não sou, junto de vós, mais do que um camarada um bocadinho mais velho. Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei ou já esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras. Ensinar, não : falar delas. Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos».
Não acabei sem lhes fazer notar que «a aula é nossa». Que a todos cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez e não corte a palavra ao que está com ela. “
In “ diário – Sebastião da Gama”
Não sei se foi castigo, não fiz pecado grave, se foi necessidade, se foi apenas uma ideia caída do céu, como qualquer gota de chuva que logo desaparece, a verdade é que fui enviado para outro lado…o lado de cá, para os de cá ou o lado de lá para os de lá…e cá estou eu…o senhor Bispo tinha dito que era um problema grave…mas deve ter-se equivocado porque se ele achava que era tão grave já poderia ter pelo menos perguntado como decorreram as coisas na tomada de posse…ou mostrando algum apreço por este simples padre, que já vi que ele não tem, mas aguento porque o sentimento é recíproco…
Queria apenas partilhar as poucas palavras que usei para com os novos companheiros de caminho…não são minhas, mas quase as conheço de cor…
“Janeiro 12
«O que eu quero principalmente é que vivam felizes».
Não lhes disse talvez estas palavras, mas foi isto o que eu quis dizer. No sumário, pus assim: «Conversa amena com os rapazes». E pedi, mais que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos meus alunos: lealdade. Lealdade para comigo, e lealdade de cada um para cada outro. Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro: lealdade activa, que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos ou a rir só quando temos vontade (e então rir mesmo, porque não é lealdade deixar então de rir) ou a não ajudar falsamente o companheiro.
«Não sou, junto de vós, mais do que um camarada um bocadinho mais velho. Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei ou já esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras. Ensinar, não : falar delas. Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos».
Não acabei sem lhes fazer notar que «a aula é nossa». Que a todos cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez e não corte a palavra ao que está com ela. “
In “ diário – Sebastião da Gama”
sábado, 13 de setembro de 2008
Amar a cruz....
Mesmo em férias não podia deixar de partilhar esta...sinto-a....
Hoje somos convidados a olhar a cruz e mais a aprender a aceitá-la…os cristãos não são aqueles que rejeitam a cruz…os cristãos são aqueles que por acreditarem em Jesus Cristo ganham mais força para aceitar e carregar a cruz da vida.
Alguém contava que o Zé era uma dessas pessoas que fugia sempre que podia das dificuldades. Sempre procurava o caminho mais curto e cómodo. Era mestre em atalhos…( e lá diz o povo quem se mete por atalhos mete-se em trabalhos). Sofrimento era uma palavra que simplesmente não existia no dicionário do Zé. Tudo o que pudesse provocar algum tipo de desconforto era imediatamente colocado em segundo lugar. Coisas como: solidariedade, amor, desinteressado, humildade, perdão...
Um dia Zé morreu... Ao chegar no Céu encontrou São Pedro em frente a uma grande porta com uma imensa cruz de mais ou menos cinco metros. O Zé saudou o São Pedro e perguntou logo: “Qual o caminho mais curto para o céu?”
São Pedro respondeu: " Bem-vindo, Zé! A porta é esta mesma... Entra!"
O Zé entrou e viu uma longa escada, bastante estreita e pedregosa. E perguntou logo, como nos velhos tempos: Não há um caminho mais curto?
São Pedro respondeu com ternura e autoridade: "Não, Zé. O caminho é este. Todos os que entram no céu passam por aqui. E ainda deverás levar esta Cruz até lá. São apenas cinco quilómetros de caminhada."
O Zé olhou para a Cruz e pensou com seus botões: “Eu cá me arrajo. Agradeceu e saiu com sua Cruz em direcção ao Paraíso.
Caminhou um quilometro sem dificuldades. Foi então que viu um serrote esquecido no chão. Olhou ao redor, não viu ninguém e não resistindo a tentação, cortou um metro da Cruz.
Continuou o seu caminho mas levou o serrote. Mais um quilometro ... mais um metro cortado. Mais um quilometro ... cortou outro metro.
Quando faltava apenas cem metros para chegar no Céu só havia mais um metro da Cruz. E lá ia o Zé carregando a cruz sem dificuldade, como sempre fez durante toda sua vida. Foi então que aconteceu o inesperado. Para chegar até o Céu, seria necessário atravessar um precipício. A distância até a outra margem é de cinco metros. O Zé podia ver apenas um fogo intenso no fundo do precipício. Faltou coragem... ele não seria capaz de saltar tão longe. Desanimado, sentou-se. Lembrou-se então da oração do Anjo da Guarda que aprendera com sua avó.
Começou a rezar... e logo o Anjo da Guarda apareceu e perguntou: “ Olá Zé... de que é que estás á espera? A festa é lá no Céu !Porque é que estás aqui sentado?”
O Zé respondeu: “Cheguei até aqui, mas tenho medo do precipício.” O Anjo, então, exclamou: “ Ora, Zé usa a ponte!” –“ Que ponte?”... perguntou o Zé. E o Anjo respondeu: “Aquela que São Pedro te deu lá na entrada! A cruz, Zé?
E, Zé compreendendo o seu grande erro respondeu tristemente ao Anjo:
-“ Eu cortei!”…
Também nós ás vezes temos a tentação de cortar a nossa cruz para nos pesar menos…por isso precisamos de pedir a J.C. força e coragem não para evitar o peso da cruz mas para a sabermos abraçar e aceitar como nossa…afinal a cruz não é sinal de morte…é sinal de morte e Ressurreição…
Hoje somos convidados a olhar a cruz e mais a aprender a aceitá-la…os cristãos não são aqueles que rejeitam a cruz…os cristãos são aqueles que por acreditarem em Jesus Cristo ganham mais força para aceitar e carregar a cruz da vida.
Alguém contava que o Zé era uma dessas pessoas que fugia sempre que podia das dificuldades. Sempre procurava o caminho mais curto e cómodo. Era mestre em atalhos…( e lá diz o povo quem se mete por atalhos mete-se em trabalhos). Sofrimento era uma palavra que simplesmente não existia no dicionário do Zé. Tudo o que pudesse provocar algum tipo de desconforto era imediatamente colocado em segundo lugar. Coisas como: solidariedade, amor, desinteressado, humildade, perdão...
Um dia Zé morreu... Ao chegar no Céu encontrou São Pedro em frente a uma grande porta com uma imensa cruz de mais ou menos cinco metros. O Zé saudou o São Pedro e perguntou logo: “Qual o caminho mais curto para o céu?”
São Pedro respondeu: " Bem-vindo, Zé! A porta é esta mesma... Entra!"
O Zé entrou e viu uma longa escada, bastante estreita e pedregosa. E perguntou logo, como nos velhos tempos: Não há um caminho mais curto?
São Pedro respondeu com ternura e autoridade: "Não, Zé. O caminho é este. Todos os que entram no céu passam por aqui. E ainda deverás levar esta Cruz até lá. São apenas cinco quilómetros de caminhada."
O Zé olhou para a Cruz e pensou com seus botões: “Eu cá me arrajo. Agradeceu e saiu com sua Cruz em direcção ao Paraíso.
Caminhou um quilometro sem dificuldades. Foi então que viu um serrote esquecido no chão. Olhou ao redor, não viu ninguém e não resistindo a tentação, cortou um metro da Cruz.
Continuou o seu caminho mas levou o serrote. Mais um quilometro ... mais um metro cortado. Mais um quilometro ... cortou outro metro.
Quando faltava apenas cem metros para chegar no Céu só havia mais um metro da Cruz. E lá ia o Zé carregando a cruz sem dificuldade, como sempre fez durante toda sua vida. Foi então que aconteceu o inesperado. Para chegar até o Céu, seria necessário atravessar um precipício. A distância até a outra margem é de cinco metros. O Zé podia ver apenas um fogo intenso no fundo do precipício. Faltou coragem... ele não seria capaz de saltar tão longe. Desanimado, sentou-se. Lembrou-se então da oração do Anjo da Guarda que aprendera com sua avó.
Começou a rezar... e logo o Anjo da Guarda apareceu e perguntou: “ Olá Zé... de que é que estás á espera? A festa é lá no Céu !Porque é que estás aqui sentado?”
O Zé respondeu: “Cheguei até aqui, mas tenho medo do precipício.” O Anjo, então, exclamou: “ Ora, Zé usa a ponte!” –“ Que ponte?”... perguntou o Zé. E o Anjo respondeu: “Aquela que São Pedro te deu lá na entrada! A cruz, Zé?
E, Zé compreendendo o seu grande erro respondeu tristemente ao Anjo:
-“ Eu cortei!”…
Também nós ás vezes temos a tentação de cortar a nossa cruz para nos pesar menos…por isso precisamos de pedir a J.C. força e coragem não para evitar o peso da cruz mas para a sabermos abraçar e aceitar como nossa…afinal a cruz não é sinal de morte…é sinal de morte e Ressurreição…
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