quinta-feira, 15 de maio de 2008

Assembleia do clero (Em jeito de acta)...


Como o Senhor Bispo manifestou tanta vontade que houvesse uma acta a marcar este dia, que parece ter perdido a dinâmica com que começou, em que seria mais um dia de convívio do que propriamente trabalho, e depois não sei se para justificar este retrocesso inventaram o passeio…mas bem…em jeito de acta cá vai…
Aos catorze dias do mês de Maio, no Seminário Menor do Fundão, reuniram em assembleia-geral (quer dizer, cerca de metade, não sei se estou a ser generoso) os padres da Diocese da guarda, com a seguinte ordem de trabalhos: ponto um – a questão económica dos padres; ponto dois – os desafios da nova evangelização.
Não se sabe bem porque, mas a verdade é que a primeira parte foi a segunda e a segunda parte foi a primeira, talvez porque a segunda parte que era a primeira sendo segunda teria menos espectadores porque de tarde sempre alguns saem; e como a primeira parte que seria a segunda era de menor importante, uma vez que geraria menos conflitos a segunda foi mesmo a primeira…não é para rir…fica em acta…ficámos ainda a saber que o senhor bispo já visitou 140 paróquias desta diocese, ás vezes é preciso lembrar que num dia posso cumprimentar 50 pessoas mas não falo com 2, nestes momentos lembrei-me daquela música que diz:
“And in the naked light I saw,
Ten thousand people, maybe more.
People talking without speaking,
People hearing without listening,
People writing songs that voices never share
And no one deared
Disturb the sound of silence.”
Na dita primeira parte que seria a segunda, lá se foi falando e falando sobre novas formas de evangelização, com missões diocesanas, em que viriam missionários e os diocesanos iriam embora, não se entendeu muito bem, mas como esta parte foi a primeira que seria a segunda…depois de se afirmarem algumas coisas umas mais verdadeiras que outras…acho que se pode concluir que a preocupação é a pastoral das massas, que mostrem trabalho feito,,, que movimentem muita gente…ás vezes esquece-se que tudo teve inicio com o resto de Israel e provavelmente hoje teríamos de voltar ao inicio…
E assim terminou a primeira parte que seria a segunda.
De seguida os sacerdotes fizeram um intervalo, para fumar um cigarrito e fazer um “ chichizinho”…depois celebrámos a eucaristia com o exemplo do São Matias.
Foi servido o almoço que estava óptimo ( ou seria da fome???)…fomos tomar um café e um croft ( ou água das pedras) e demos inicio á segunda parte que seria a primeira…
Puxaram as orelhas aos padres por causa das questões económicas e das contas e dos euros e…pareceu-me que aqui soava mais aquela parte “ venha a nós”…e como pouco mais se disse tive de sair para ir ao wc e enganei-me na porta…quando dei conta já ia na A23…
Em jeito de acta…ou talvez não…

sábado, 10 de maio de 2008

O Espirito dá a força...


O Espírito é que faz com que no dia-a-dia nos sejamos capazes de aceitar ser cristãos verdadeiros…que se esforçam por seguir Jesus Cristo…o Espírito dá força e alento para testemunharmos Jesus Cristo…

Alguém contava que numa aldeia, em dia de Domingo a Igreja era sempre mais visitada para celebrarem a Eucaristia. A comunidade cristã estava meio adormecida…uma vez os cristãos mostravam-se vivos…outra vez os cristãos nem se manifestavam…ás vezes a Igreja ao Domingo estava cheia…outra vez podiam alugar-se os bancos vazios…a comunidade ia vivendo aos altos e baixos…
Um dia, dia da grande festa da aldeia, a Igreja estava à pinha…toda a gente bem vestida…muita gente na Igreja…a escutar a Palavra e a celebrar a santa padroeira…
De repente entram pela Igreja a cima três homens encapuçados e com metralhadora na mão e um deles grita: -“ O verdadeiro Cristão está disposto a morrer por Jesus Cristo…os outros podem sair…quem ficar morrerá!”
Algumas pessoas começaram a sair com muita pressa…a Igreja foi-se esvaziando e ficaram alguns bancos vazios…
O homem do capuz gritou novamente: -“ Mais ninguém quer sair? Estão dispostos a morrer?
Fez-se silêncio…mas ninguém arredou pé…
Os homens encapuçados tiraram os capuzes e disseram: “ Padre, pode continuar a Eucaristia…porque estes Cristãos… são Cristãos…dos verdadeiros.”

Hoje só precisamos de querer receber o Espírito…receber aquele que nos fortalece…receber aquele que nos ajuda a dizer…eu sou Cristão…dos verdadeiros…
Ou se calhar apetece colocar a pergunta de outra forma: " E eu??? Fugiria???

sábado, 3 de maio de 2008

Todos os dias são dia da mãe....



Hoje celebramos o dia da mãe…como se a mãe tivesse apenas este dia…é bom lembrarmos a mãe todos os dias, porque de certeza nenhuma mãe esquece um filho um dia que seja…hoje em especial tenhamos, ao menos, a coragem de poder dizer à mãe…: “ Tenho uma coisa para ti…”


Uma menina de sete anos, ao fim do dia, foi ao encontro da mãe e exclamou:
— Mamã, tenho uma coisa para ti. A mãe, atarefada com a preparação do jantar, respondeu:
— Agora não tenho tempo. Fica para depois. Seguiu-se o jantar, a televisão, alguns telefo¬nemas. A um certo momento, a mãe disse-lhe:
— São horas de ir para a cama. A menina insistiu:
— Mamã, tenho uma coisa para ti. A mãe, cansada de um dia de trabalho, deu-lhe um beijo e disse:
— Fica para amanhã. A menina exclamou:
— Gostaria que fosse hoje. Amanhã é o dia da Mãe e assim durmo mais feliz.
— Não te preocupes, fica para amanhã. Boa--noite!
A mãe, passado algum tempo, aproximou-se da menina. Viu que dormia com uma mão fechada. Abriu-a devagar e dentro estavam pedacinhos de papel.
Juntou-os e ficou um coração com a frase: «Mãe, gosto muito de ti!»
De manhã, ao levantar-se, a mãe beijou-a com muita ternura.

Neste dia e todos os dias mostremos o quanto gostamos da nossa mãe, com um gesto, um beijo, um presente…ou um simples conjunto de pedacinhos de papel que juntos dá um coração onde se diz… “MÃE; GOSTO MUITO DE TI.”

sábado, 26 de abril de 2008

A promessa de J.C.

Jesus garantiu aos seus discípulos o envio de um “defensor”, de um “consolador”, que havia de animar a comunidade cristã e conduzi-la ao longo da sua marcha pela história. Nós acreditamos, que o Espírito está presente, animando-nos, conduzindo-nos, criando vida nova, dando a todos a esperança na caminhada.

Alguém contava que havia duas tribos que andavam sempre em guerra. Uma vivia no vale da montanha a outra vivia mesmo no cimo da montanha.
Um dia, a tribo que vivia no vale foi invadida pela outra, que, além de saquearem os inimigos, raptaram um bebé e levaram-no para a montanha.
A tribo do vale não conhecia os caminhos usados pela tribo da montanha. Não sabiam como chegar ao alto, como chegar aos inimigos pelos terrenos escarpados.
Mesmo assim, enviaram seus melhores guerreiros para subir a montanha e trazer a criança de volta.
Os homens tentaram diferentes métodos de escalada. Primeiro um caminho, depois outro. Após vários dias de esforços, não tinham subido nem quinhentos metros.
Sentindo-se impotentes e sem esperança, os homens consideraram a causa perdida e preparavam-se para regressar.
Enquanto se preparavam, viram a mãe do bebé que descia a montanha que eles não conseguiram subir, com o bebé ás costas.
Um dos homens perguntou-lhe: "Nós não conseguimos subir a montanha. Como é que a senhora chegou ao alto se nós, os homens mais fortes e capazes não conseguimos?"
Ela encolheu os ombros e respondeu: "Vós não sentíeis dentro do peito a força que eu sentia…e não era o vosso filho que estava lá."

Jesus promete que não nos deixará órfãos…mas envia o Paráclito, defensor que estará sempre connosco…que nos dará essa força interior para ultrapassar as dificuldades da vida…para isso Jesus coloca apenas um se… “SE ME AMARDES”…

sábado, 19 de abril de 2008

Cristãos a caminho...


Dar um passo… Alguém dizia: “a fé começa pelos pés!” De facto, a fé é uma resposta e uma caminhada. Foi a aventura destes onze homens reunidos numa sala, em Jerusalém. Estavam cheios de medo, mas lançaram-se, algum tempo mais tarde, pelas ruas da Palestina e para além disso. Sentiram-se possuídos pelo Espírito recebido no Pentecostes. É a aventura das crianças que, nestes dias, vão começar a comungar: são convidadas ao Banquete do Senhor, vão responder a este convite. É a aventura dos jovens que, por ocasião da sua profissão de fé, decidiram dar um passo para Deus, ousando dizer: “Creio!”. É a aventura dos jovens que, em certo período do ano, vão ser confirmados, um passo que lhes faz pedir a ajuda do Espírito. Somos todos convidados a dar um passo, para o Senhor e para os nossos irmãos. Sim, sejamos cristãos a caminho…abertos à aventura…cristão que perante os obstáculos, não desistem, mas tentam sempre novamente…


Alguém contava que numa aldeia as pessoas precisavam de escolher um chefe. Havia três homens para ocupar o lugar…o sábio da aldeia, um velhinho propôs um desafio aos três…o que conseguisse escalar a montanha mais rápido e chegasse ao pico seria o chefe…a montanha era difícil de escalar era alta e muito a pique…o desafio foi aceite…
O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
As pessoas ficaram desiludidas…ainda não tinham um chefe…
Mas o velhinho, sábio disse: “- Eu sei quem deve ser o nosso chefe”. Todos fizeram um silêncio de grande expectativa.
-“ É simples... eu reparei na atitude de cada um deles e, quando eles voltaram fracassados para o vale, eu ouvi o que cada um deles disse para a montanha”.
O primeiro disse: “- Montanha, tu venceste!
O segundo disse: “- Montanha, tu venceste!
O terceiro também disse que foi vencido, mas, com uma diferença. Ele olhou para a montanha e disse: - Montanha, tu venceste, por enquanto! Mas eu vou-me preparar e outro dia virei escalar-te.
E calmamente o sábio completou: “- A diferença é que o terceiro teve uma atitude de vencedor diante da derrota e quem pensa assim é maior que seu problema: é chefe de si mesmo, está preparado para ser chefe dos outros!
Todos concordaram em escolher o terceiro homem para chefe.

Assim também nós na vida somos convidados a dar o passo…somos pedras vivas não mortas…somos cristãos que estão a caminho…as dificuldades não nos vencem…porque nós preparamo-nos e voltamos a tentar…assim se faz o caminho.

sábado, 12 de abril de 2008

Conhecer...ou não o Pastor...


Este evangelho é a garantia de que o Ressuscitado, o Bom Pastor, está entre nós, chama-nos pelo nosso nome e guia-nos até à vida em abundância. Jesus é o nosso modelo enquanto pastor e guia. A segunda leitura dá-nos conselhos práticos para o nosso caminhar em “rebanho”: paciência no sofrimento, fazer o bem, não responder ao insulto. Parecem conselhos impossíveis de seguir, mas Jesus está sempre lá, caminhando à nossa frente, guiando-nos e deixando-nos ser pastores de nós mesmos, dando-nos a liberdade de fazermos as nossas próprias opções.
É nas pequenas acções do dia-a-dia que vivemos o nosso Baptismo, a nossa entrada no redil. Sendo fiéis às promessas baptismais, ouvimos o nosso nome a ser chamado, e entrando pela porta vivemos desde já a paz e a segurança do nosso Pastor.

Alguém contava que um dia numa grande casa havia uma festa de luxo. Estava presente um famoso actor que recitava uns poemas e as pessoas iam aplaudindo maravilhadas; algumas vinham até pedir que recitasse Camões, Shakespeare, Fernando Pessoa etc…
Um sacerdote aproximou-se e perguntou:
- Conhece o salmo 22?
- Sim conheço, olhe eu vou recitá-lo se depois o senhor for capaz também de o recitar?
O sacerdote aceitou o desafio.
Começou o actor: -“ O Senhor é meu pastor, nada me faltará. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma. Ele me guia por sendas direitas, por amor do seu nome. Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos, não temerei nenhum mal, porque vós estais comigo.”
Toda a gente aplaudiu as belas palavras do actor.
Depois foi a vez do sacerdote, que se levantou e recitou as mesmas palavras, mas ninguém o aplaudiu houve apenas um profundo silêncio e algumas lágrimas nalguns rostos.
O actor manteve-se em silêncio mas depois disse:
-“ Senhoras e senhores, espero que tenham dado conta do que aqui aconteceu esta noite. Eu conhecia o salmo 22…mas este homem conhece o Pastor.”


O Pastor conhece-nos e será que nós conhecemos mesmo o Pastor?

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Ainda as chouriças e os padres…ou talvez não…







A vida ultimamente não tem sido fácil…e confesso que me custa ver com clareza algumas coisas menos claras…alguém me dizia há pouco tempo: “ Tens de fazer uma experiência onde não te sintas maioria, onde até as palavras custam a sair com o receio de que alguém que tu não queiras te escute…onde o assumires aquilo que és, só por si, já acarreta uma série de dificuldades…onde tantas normas e preceitos são relativizados…onde os teus olhos aprendem a ver o reverso…onde vais sentir que és nada…que não tens nada…que és um zero…onde mesmo que vejas o teu valor, poucos, muito poucos o irão ver…mas descobres uma coisa…quem assume o que é não está para meias medidas…ou é ou não é…não há meios termos…ia fazer-te bem…”
Calado ouvi…calado consenti…calado aceitei…e hoje ao pensar nisto, ao olhar á minha volta, custa-me ver a clareza das coisas obscuras…ás vezes parece que sinto autoridade para dizer certas coisas…para opinar…para moralizar…depois olho-me…e não consigo ver com clareza…eu já me sinto um zero há tanto tempo…já não vejo nenhum valor em mim…nem sei se ainda estou a meios termos…sei que os há de primeira…de segunda…de terceira…mas eu nem na nonagésima nona me encontro…a falta de clareza vai aumentando…preciso mesmo de sair…aqui há uns tempos, jamais me deixaria sentir como chouriça…agora acho que aceito e assumo…mas chouriça é faltar ao respeito ás verdadeiras chouriças…sinto-me mais uma chouriça em que a tripa já era das usadas…em que a carne nunca foi de qualidade…em que a gordura já estava estragada…chouriça…mas das já cheiram a ranço…ainda não tinha dado conta, provavelmente, porque o odor à minha volta é o mesmo…
Aquilo que alguém me dizia…se calhar…vai mesmo fazer-me bem…