A vida é combate. O primeiro acto do ser humano no seu nascimento é um grito. Ele deverá lutar para viver. Muitos doentes sabem que devem lutar contra o mal, o sofrimento, o desencorajamento. Desistir de lutar é sintoma de uma doença que se chama depressão. Alguém dizia: “ Se lutarmos podemos perder, mas se não lutarmos perdemos sempre”…Podemos lutar para nos curarmos fisicamente. Podemos lutar para nos mantermos de pé na provação. A vida espiritual também é um combate. O Senhor é Alguém que se deixa procurar. Segui-l’O supõe, escolhas radicais. Nesta semana, aceitemos conduzir um combate. Não para ser os melhores, nem para esmagar os outros, mas para viver e fazer viver. A vitória neste combate é-nos anunciada neste domingo, em que nos juntamos ao Senhor transfigurado. Mas Ele diz-nos que, antes de ressuscitar, deve passar pelo combate da Paixão. A ressurreição é a vitória do combate pela vida.
A aventura da fé… “deixa a tua terra…”; “sofre comigo pelo Evangelho…”; “levou-os, em particular, a um alto monte…” A aventura da fé não nos deixa qualquer repouso até ao dia em que toda a Criação se prostrará diante do Filho Bem-Amado.
Alguém contava que um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado, por isso, mandou cada um ir ver uma vinha, que estava plantada em um distante local.
O primeiro filho foi lá no Inverno, o segundo na Primavera, o terceiro no Verão, e o quarto e mais jovem, no Outono.
Depois de todos terem regressado, ele reuniu-os, e pediu que cada um descrevesse o que tinha visto.
O primeiro filho disse que a vinha era feia, videiras tortas e retorcidas.
O segundo filho disse que não, as videiras estavam recobertas de botões verdes, e cheias de promessas.
O terceiro filho discordou; disse que as videiras estavam lindas, como que já se sentia um cheiro doce.
O último filho discordou de todos eles; ele disse que as videiras estavam carregadas e arqueadas, cheias de cachos, vida e promessas...
O homem então explicou aos seus filhos que todos eles estavam certos, porque cada um tinha visto apenas uma estação da vida da vinha...
As plantas e as pessoas não se podem julgar só por uma estação.
Se desistir quando for Inverno, perderá a promessa da Primavera, a beleza de seu Verão, a expectativa do Outono.
Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras. Não julgue a vida apenas por uma estação difícil.
Persevere através dos caminhos difíceis…
«Levantai- vos e não temais».
sábado, 16 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Rasgai o vosso coração

Entrar num novo tempo litúrgico é motivo de alegria. E nós precisamos de sentir o que diz São Paulo: “ Este é o tempo favorável”…então entremos neste tempo favorável com alegria, e na alegria de melhor nos prepararmos, de melhor caminharmos para a Páscoa.
Dois pensamentos para esta caminhada: Conversão e esmola..
1) “ Convertei-vos a Mim de todo o coração…rasgai o vosso coração e não os vossos vestidos”… Se nós, os cristãos, não acolhemos estes apelos, quem os há-de ouvir?
Os tempos que vivemos são difíceis…em todos os aspectos e também no aspecto da fé…se chove já não pode haver Carnaval…até se pensa em mudar a data do Carnaval para o verão…e esquecemos que o Carnaval marca um tempo e é consequência da Páscoa, mas não podemos ficar só no Carnaval…e Deus onde é que fica?
Converter é mudar de atitude…é ser diferente…
Neste tempo são-nos propostos como caminho: alguns compromissos, que nos ajudam, de modo muito concreto, a crescer no amor, em ordem, à renovação interior da nossa vida: tais como a oração, o jejum e a esmola.
Alguém contava que um mestre entrara numa cidade acompanhado por um discípulo para ensinar. Encontrou logo uma pessoa que o conhecia e era adepto dos seus ensinamentos que lhe disse:
- "Mestre, não há nada excepto estupidez nesta cidade. Os habitantes são tão terríveis! Ninguém quer aprender nada. Tu não irás converter nenhum desses corações de pedra."
O mestre respondeu bondosamente:
- "Tu tens razão."
Logo depois, outro membro da comunidade abordou o mestre. Cheio de alegria, ele disse:
- "Mestre, tu estás numa cidade abençoada. O povo anseia receber o verdadeiro ensinamento, e as pessoas abrem seus corações à tua palavra."
O Mestre sorriu bondosamente e novamente disse:
- "Tu tens razão."
- "Ó mestre", disse o discípulo, "tu disseste ao primeiro homem que ele tinha razão, e ao segundo homem, que afirmou o contrário, tu disseste que ele também tinha razão. Pois negro não pode ser branco."
O Mestre respondeu:
- "Cada um vê o mundo do jeito que espera que seja. Por que deveria eu refutar os dois homens? Um deles vê o mal, o outro, o bem. Tu dirias que um deles vê falsamente? Não são as pessoas aqui e em toda parte boas e más ao mesmo tempo? Nenhum dos dois disse algo equivocado, disseram apenas algo incompleto."
Poderíamos perguntar: Como verá o nosso coração este tempo de conversão?
Precisamos de sentir esta certeza...só farei realmente tempo de quaresma se procurar converter-me a partir do meu coração.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Deus escolheu o que é louco...

Uma percentagem significativa dos homens do nosso tempo está convencida de que o segredo da realização plena do homem está em factores humanos (preparação intelectual, êxito profissional, reconhecimento social, bem-estar económico, poder político, etc.); mas Paulo avisa que apostar tudo nesses elementos é jogar no “cavalo errado”: o homem só encontra a realização plena, quando descobre Cristo crucificado e aprende com Ele o amor total e o dom da vida. Para mim, qual destas duas propostas faz mais sentido?
“Mas Deus escolheu o que é louco aos olhos do mundo para confundir os sábios; escolheu o que é vil e desprezível, o que nada vale aos olhos do mundo, para reduzir a nada aquilo que vale, a fim de que nenhuma criatura se possa gloriar diante de Deus.”
Alguém contava que numa pequena cidade um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia...Um pobre coitado de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o tolo ao bar onde se reuniam e ofereciam-lhe a escolha entre duas notas - uma grande de 100 euros e outra menor, de 5 euros. Ele sempre escolhia a de 5 euros, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda não havia percebido que a outra nota era mais valiosa.
"Eu sei" - respondeu o não tão tolo assim - "eu sei que ela vale muito mais, mas no dia que eu a escolher, a brincadeira acaba e não vou ganhar mais 5 euros assim tão facilmente ".
Podemos tirar várias conclusões, mas a conclusão mais interessante, a meu ver, é a percepção de que podemos estar bem mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente somos.
Na verdade o discurso de Jesus pode parecer-nos contraditório, até louco…como pode ser feliz, o pobre, o que chora, o que é perseguido…por isso mesmo quando tivermos de passar por loucos perante os outros, precisamos de sentir esta certeza…
Deus escolheu o que é louco para confundir os sábios…já agora valia a pena pensarmos bem nisto…
sábado, 26 de janeiro de 2008
Confio mesmo em TI???
A história do compromisso de Pedro e André, Tiago e João com Jesus e com o “Reino” é uma história que define os traços essenciais da caminhada de qualquer discípulo… Em primeiro lugar, é preciso ter consciência de que é Jesus que chama e que propõe o Reino; em segundo lugar, é preciso ter a coragem de aceitar o chamamento e fazer do “Reino” a prioridade essencial (o que pode implicar, até, deixar para segundo plano os afectos, as seguranças, os valores humanos); em terceiro lugar, é preciso acolher a missão que Jesus confia e com confiança comprometer-se corajosamente na construção do “Reino” no mundo. É este o caminho que eu tenho vindo a percorrer?
Queria reler o salmo 26(27):
“O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei-de temer?
O Senhor é protector da minha vida:
de quem hei-de ter medo?
Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
para gozar da suavidade do Senhor
e visitar o seu santuário.
Espero vir a contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
Confia no Senhor, sê forte.
Tem confiança e confia no Senhor.”
Este é um salmo que exprime total confiança, mesmo numa situação difícil David continua a mostrar que é em Deus que ele confia. Por isso questiona-nos a nós, na vida,não quando tudo corre bem, mas era bom que num momento difícil da vida…quando sofremos, quando nos sentimos abandonados, sózinhos, desprezados, humilhados, inferiorizados, tivéssemos ainda a coragem de rezar este salmo…É importante perguntarmos realmente se confiamos no Senhor? Até que ponto…
Alguém contava que há muitos anos, um casal tinha dois filhos e viviam felizes. Eram muito religiosos…todos os dias rezavam em família…Deus fazia parte do seu dia a dia.
Um dia o esposo teve de fazer uma longa, ausentando-se do lar por vários dias. Nesse período, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados. A mãe sentiu o coração dilacerado de dor.
No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura. Mas, uma preocupação lhe vinha à mente: como dar ao esposo a triste notícia? Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção. Lembrou-se de fazer uma prece, rogando a Deus auxílio para resolver a difícil questão.
Alguns dias depois, num final de tarde, o esposo retornou ao lar. Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos. Ela pediu para que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, e logo depois ela lhe falaria dos moços.
Alguns minutos depois, estavam ambos sentados à mesa. Ela lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos. A esposa, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido: - Deixa os filhos. Primeiro quero que me ajudes a resolver um problema que considero grave. O marido, já um pouco preocupado, perguntou:
- O que aconteceu? Notei que estás abatida! Fala! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.
- Enquanto estiveste ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse. São jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo! O problema é esse... Ele vem buscá-las e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que me dizes?
- Ora, mulher! Não entendo o teu comportamento! Nunca fostes muito vaidosa! Por que isso agora?
- É que nunca havia visto jóias assim! São maravilhosas!
- Podem até ser, mas não te pertencem! Terás de devolvê-las.
- Mas eu não consigo aceitar a ideia de perdê-las!
E o esposo respondeu com firmeza:
- Ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo! Vamos devolvê-las, eu vou te ajudar. Faremos isso juntos, hoje mesmo.
- Pois bem, meu querido, seja feita a tua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade isso já foi feito. As jóias preciosas eram nossos filhos. Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem Ele veio buscá-los. Eles foram...
O esposo compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa, e juntos derramaram muitas lágrimas.
O Salmista rezava: “Confia no Senhor, sê forte.” Será que eu confio mesmo no Senhor???
Queria reler o salmo 26(27):
“O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei-de temer?
O Senhor é protector da minha vida:
de quem hei-de ter medo?
Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
para gozar da suavidade do Senhor
e visitar o seu santuário.
Espero vir a contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
Confia no Senhor, sê forte.
Tem confiança e confia no Senhor.”
Este é um salmo que exprime total confiança, mesmo numa situação difícil David continua a mostrar que é em Deus que ele confia. Por isso questiona-nos a nós, na vida,não quando tudo corre bem, mas era bom que num momento difícil da vida…quando sofremos, quando nos sentimos abandonados, sózinhos, desprezados, humilhados, inferiorizados, tivéssemos ainda a coragem de rezar este salmo…É importante perguntarmos realmente se confiamos no Senhor? Até que ponto…
Alguém contava que há muitos anos, um casal tinha dois filhos e viviam felizes. Eram muito religiosos…todos os dias rezavam em família…Deus fazia parte do seu dia a dia.
Um dia o esposo teve de fazer uma longa, ausentando-se do lar por vários dias. Nesse período, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados. A mãe sentiu o coração dilacerado de dor.
No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura. Mas, uma preocupação lhe vinha à mente: como dar ao esposo a triste notícia? Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção. Lembrou-se de fazer uma prece, rogando a Deus auxílio para resolver a difícil questão.
Alguns dias depois, num final de tarde, o esposo retornou ao lar. Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos. Ela pediu para que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, e logo depois ela lhe falaria dos moços.
Alguns minutos depois, estavam ambos sentados à mesa. Ela lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos. A esposa, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido: - Deixa os filhos. Primeiro quero que me ajudes a resolver um problema que considero grave. O marido, já um pouco preocupado, perguntou:
- O que aconteceu? Notei que estás abatida! Fala! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.
- Enquanto estiveste ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse. São jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo! O problema é esse... Ele vem buscá-las e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que me dizes?
- Ora, mulher! Não entendo o teu comportamento! Nunca fostes muito vaidosa! Por que isso agora?
- É que nunca havia visto jóias assim! São maravilhosas!
- Podem até ser, mas não te pertencem! Terás de devolvê-las.
- Mas eu não consigo aceitar a ideia de perdê-las!
E o esposo respondeu com firmeza:
- Ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo! Vamos devolvê-las, eu vou te ajudar. Faremos isso juntos, hoje mesmo.
- Pois bem, meu querido, seja feita a tua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade isso já foi feito. As jóias preciosas eram nossos filhos. Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem Ele veio buscá-los. Eles foram...
O esposo compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa, e juntos derramaram muitas lágrimas.
O Salmista rezava: “Confia no Senhor, sê forte.” Será que eu confio mesmo no Senhor???
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Já não sei no que acredito???
Às vezes paro para pensar e apetece-me ficar parado…não sou perfeito, sei perfeitamente isso, mas também acho que não é uma questão de perfeição que se trata.
Aqui há uns anos fiz uma opção na vida…e muito sinceramente, ninguém foi mais feliz do que eu nessa opção…coisas que perdi e coisas que ganhei…é a lei da vida.
Hoje já não tenho as mesmas certezas…e tenho pena…
Cheguei a acreditar em comunidades…acreditei em unidades…hoje nada disso me faz sentido…
Dou a minha cara por uma causa, mas espero que essa causa contribua para a minha aparição…digo-me um ser simples…mas dos simples eu sou o mais importante…sou o melhor…digo-me muito humilde…mas as melhores coisas têm de ser para mim…as pessoas que me conhecem têm-me como uma pessoa exemplar…mas Deus sabe como sou por dentro…sou um óptimo amigo…desde que nada perca com isso…podes confiar em mim…desde que o teu segredo dê um óptimo post para que outros opinem e possam deixar o seu ponto de vista…nunca fiz nada por dinheiro…desde que as despesas não caiam sobre mim…tudo o que faço é por uma boa causa…desde que essa causa possa ter uma cara…a minha cara…sou um ser como os outros…mas sinceramente a minha opinião é a melhor de todas…concordo com os critérios comuns…mas a falta de abertura leva-me a utilizar os meus critérios…e se usamos os mesmos critérios, como é que eu posso marcar a diferença???...não sou de criticas nem de apontar o dedo a ninguém…mas sei perfeitamente que os outros têm inveja de mim…aceito trabalhar em equipa…desde que a equipa reconheça que sem mim não vai longe…
Há pouco tempo ouvi alguém a dizer: “ Quando lutamos podemos perder…mas se não lutarmos, perdemos sempre”…apesar de concordar…perdi vontade de lutar…
Agora apetece-me ficar só a pensar nisto:
“Tenho um meu lugar,
Que guardo só para mim,
Em segredo onde o tempo não tem fim…
E sei onde encontrar,
Se o certo é me perder,
Num instante esse mundo tão meu…
Sei eu, sei eu…
Sei eu, sei eu,
De um mundo só meu…
Só meu, só meu…
Só meu, só meu…
Que há dentro de ti…
Dentro de ti…
E afasto sem quebrar,
Por todo o meu jardim,
Ramos soltos que me querem ver cair…
E sei onde esperar,
Se o certo é me encontrar,
Bem distante nesse o mundo tão meu…”
Todos tinham razão quando me alertaram…mas eu pensava que as pessoas mudavam…
“ Por minha culpa…minha tão grande culpa”
Aqui há uns anos fiz uma opção na vida…e muito sinceramente, ninguém foi mais feliz do que eu nessa opção…coisas que perdi e coisas que ganhei…é a lei da vida.
Hoje já não tenho as mesmas certezas…e tenho pena…
Cheguei a acreditar em comunidades…acreditei em unidades…hoje nada disso me faz sentido…
Dou a minha cara por uma causa, mas espero que essa causa contribua para a minha aparição…digo-me um ser simples…mas dos simples eu sou o mais importante…sou o melhor…digo-me muito humilde…mas as melhores coisas têm de ser para mim…as pessoas que me conhecem têm-me como uma pessoa exemplar…mas Deus sabe como sou por dentro…sou um óptimo amigo…desde que nada perca com isso…podes confiar em mim…desde que o teu segredo dê um óptimo post para que outros opinem e possam deixar o seu ponto de vista…nunca fiz nada por dinheiro…desde que as despesas não caiam sobre mim…tudo o que faço é por uma boa causa…desde que essa causa possa ter uma cara…a minha cara…sou um ser como os outros…mas sinceramente a minha opinião é a melhor de todas…concordo com os critérios comuns…mas a falta de abertura leva-me a utilizar os meus critérios…e se usamos os mesmos critérios, como é que eu posso marcar a diferença???...não sou de criticas nem de apontar o dedo a ninguém…mas sei perfeitamente que os outros têm inveja de mim…aceito trabalhar em equipa…desde que a equipa reconheça que sem mim não vai longe…
Há pouco tempo ouvi alguém a dizer: “ Quando lutamos podemos perder…mas se não lutarmos, perdemos sempre”…apesar de concordar…perdi vontade de lutar…
Agora apetece-me ficar só a pensar nisto:
“Tenho um meu lugar,
Que guardo só para mim,
Em segredo onde o tempo não tem fim…
E sei onde encontrar,
Se o certo é me perder,
Num instante esse mundo tão meu…
Sei eu, sei eu…
Sei eu, sei eu,
De um mundo só meu…
Só meu, só meu…
Só meu, só meu…
Que há dentro de ti…
Dentro de ti…
E afasto sem quebrar,
Por todo o meu jardim,
Ramos soltos que me querem ver cair…
E sei onde esperar,
Se o certo é me encontrar,
Bem distante nesse o mundo tão meu…”
Todos tinham razão quando me alertaram…mas eu pensava que as pessoas mudavam…
“ Por minha culpa…minha tão grande culpa”
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Que testemunho???
“Ora eu vi… e dou testemunho”…muitas vezes, na nossa vida, exigimos a marca, (o selo)…seja nos ténis, na roupa, no carro…nos telemóveis…nas coisas…e naquilo que é mais importante ( no ser) prescindimos da marca…e precisamos de ter a coragem de aceitar que os filhos podem exigir a marca de cristãos nos pais no dizer e no fazer, no viver no celebrar, no amor autêntico a Cristo e à Igreja; é importante que tenhamos a coragem de perguntar que testemunho é que nós damos? Será que sabemos identificar tantas marcas e não reconhecemos aquela marca que deveríamos deixar?
Testemunho… A palavra “Servidor” regressa hoje em força, em Isaías, enquanto João nos convida a contemplar o Cordeiro de Deus investido da Força do Espírito, ao qual dá testemunho. E nós? O nosso testemunho ficará limitado a estas palavras do Credo proclamado ao domingo? Qual o meu testemunho? Qual o meu exemplo?
Alguém contava que um dia uma senhora fez uma longa viagem para falar com Ghandi. Ao ser recebida, ela e o seu filho disse:
- Mestre este meu filho tem diabetes. Por favor peça-lhe que pare de comer açúcar.
Ghandi respondeu:
- Minha senhora, peço que volte daqui a duas semanas.
Passados 15 dias a senhora voltou com o garoto e imediatamente ouviu Ghandi a pedir ao menino para deixar de comer açúcar.
A mulher ficou intrigada e perguntou:
- Mestre, por que o senhor não lhe disse isso 15 dias atrás?
Ghandi respondeu:
- Como eu poderia pedir-lhe isso a ele se eu mesmo não fazia?
Ás vezes, lemos e ouvimos tantos bons exemplos, falamos tão bem, mas será que temos a coragem de perguntarmos no nosso íntimo: Que testemunho estou eu a dar?
Eu vi e dou testemunho…
Testemunho… A palavra “Servidor” regressa hoje em força, em Isaías, enquanto João nos convida a contemplar o Cordeiro de Deus investido da Força do Espírito, ao qual dá testemunho. E nós? O nosso testemunho ficará limitado a estas palavras do Credo proclamado ao domingo? Qual o meu testemunho? Qual o meu exemplo?
Alguém contava que um dia uma senhora fez uma longa viagem para falar com Ghandi. Ao ser recebida, ela e o seu filho disse:
- Mestre este meu filho tem diabetes. Por favor peça-lhe que pare de comer açúcar.
Ghandi respondeu:
- Minha senhora, peço que volte daqui a duas semanas.
Passados 15 dias a senhora voltou com o garoto e imediatamente ouviu Ghandi a pedir ao menino para deixar de comer açúcar.
A mulher ficou intrigada e perguntou:
- Mestre, por que o senhor não lhe disse isso 15 dias atrás?
Ghandi respondeu:
- Como eu poderia pedir-lhe isso a ele se eu mesmo não fazia?
Ás vezes, lemos e ouvimos tantos bons exemplos, falamos tão bem, mas será que temos a coragem de perguntarmos no nosso íntimo: Que testemunho estou eu a dar?
Eu vi e dou testemunho…
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
A maior herança...

Mergulho solidário… A Incarnação é um mergulho de Deus na humanidade, uma imersão no meio dos homens para ser o Emanuel, isto é, Deus connosco, Deus com os seus filhos. A Epifania é um mergulho de Deus no meio de todos os homens, qualquer que seja o seu país, qualquer que seja a sua cultura. Ele é Deus para todos: o seu Filho tem como nome Jesus, isto é, Deus salva todos os homens. O baptismo de Cristo é o seu mergulho no meio dos homens que reconhecem a sua fraqueza e que pedem um baptismo de penitência. Jesus, sem pecado, torna-Se solidário com a humanidade na sua riqueza e na sua pobreza. No baptismos recebemos esta herança maravilhosa…assumir o baptismo não é só assumir Jesus…mas todo o projecto de Deus…e temos a certeza de que assumindo o Filho recebemos tudo do Pai…
Alguém contava que um homem muito rico tinha um filho, ambos eram apaixonados pela arte. Tinham de tudo na colecção, desde Picasso até Rafael. Pai e filho muito unidos gostavam de se sentar a admirar os seus quadros.
Um dia o filho foi para a guerra, e valente como era acabou por morrer numa batalha a tentar salvar um amigo. O pai recebeu a notícia e sofreu muito com a morte de seu único filho.
Um mês mais tarde, antes do Natal, alguém bateu na porta...
Um jovem com uma tela grande nas mãos disse ao pai:
- "O senhor não me conhece, mas eu sou o soldado
por quem seu filho deu a vida, ele salvou muitas vidas nesse dia e,
estava a levar-me para um lugar seguro quando uma bala lhe atravessou o peito. Ele falava muito do senhor de seu amor pela arte". E o rapaz estendeu os braços para entregar a tela: -"Eu sei que não é muito, e eu também não sou um grande artista,
mas sei também que seu filho gostaria que você recebesse isto".
O pai abriu a tela. Era um retrato de seu filho, pintado pelo jovem soldado. O pai estava tão atraído pela expressão dos olhos de seu filho,
que seus próprios olhos se encheram de lágrimas. Ele agradeceu ao jovem soldado, e ofereceu pagar-lhe pela pintura.
"Não, senhor, eu nunca poderia pagar-lhe o que seu filho fez por mim. Essa pintura é um presente".
O pai colocou a tela a frente de suas grandes obras de arte, cada vez que alguém visitava sua casa, ele mostrava o retrato do filho, antes de mostrar sua famosa galeria.
O homem morreu alguns meses depois, e anunciou-se um leilão de todas as suas obras de arte. Apareceu muita gente importante. Em exposição estava o retrato do Filho.
O leiloeiro bateu seu martelo: – Começaremos o leilão com o retrato o Filho. Quem oferece por este quadro?
Um grande silêncio...Então um grito do fundo da sala:
"Queremos ver as pinturas famosas! Esqueça-se desta!". O leiloeiro insistiu...
"Alguém oferece algo por essa pintura? 100€? 200€? ... Mais uma vez outra voz: "Não viemos por essa pintura! Viemos por Van Goghs, Picasso,.. Vamos às ofertas de verdade... Mesmo assim o leiloeiro continuou: - "O Filho! O Filho! Quem leva o Filho?" Finalmente, uma voz: - Eu dou 10€ pela pintura... Era o velho jardineiro da casa. Sendo um homem muito pobre, e esse era o único dinheiro que podia oferecer. - Temos 10€! Quem dá 20€? gritou o leiloeiro. As pessoas já estavam irritadas, não queriam a pintura do Filho, queriam as que realmente eram valiosas, para completarem sua colecção. Então o leiloeiro bateu o martelo: "10€ uma, 10€ duas, vendida por 10€! "Agora vamos começar com a colecção!" - gritou um.
O leiloeiro soltou seu martelo e disse:
- Sinto muito senhores e senhoras, mas o leilão chegou ao seu final. - Mas, e as pinturas? disseram os interessados.
- "Eu sinto muito", disse o leiloeiro. Quando me chamaram para fazer o leilão, havia um segredo estipulado no testamento do dono.
Não seria permitido revelar esse segredo até este exacto momento.
Somente a pintura O Filho seria leiloada; aquele que a comprasse,
herdaria absolutamente todas as posses desse homem
inclusive as famosas pinturas. O homem que comprou O Filho fica com tudo!"
Também nós…ao assumirmos o nosso baptismo…assumimos o Filho…e recebemos a maior de todas as heranças…a Salvação.
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